segunda-feira, 19 de abril de 2010

NOVOS CAVALEIROS DO APOCALIPSE

Há novos cavaleiros do apocalipse. E querem tramar Bento XVI
por Rosa Ramos

Recorrem a teorias científicas e à filosofia para provar que Deus não existe. Dawkins, Hitchens, Dennett e Harris são os papas dos ateus

Os britânicos Richard Dawkins e Christopher Hitchens estão juntos numa cruzada arrojada: montar uma emboscada legal para que o Papa seja preso quando visitar Inglaterra, em Setembro, por crimes contra a humanidade. Alegam que encobriu casos de pedofilia no seio da Igreja. E não estão sozinhos na batalha. Daniel Dennett e Sam Harris também estão na linha da frente do novo ateísmo. Radicais, inflexíveis e obsessivos, já lhes chamam os quatro cavaleiros do Apocalipse.
Christopher Hitchens, o iluminista Destacou-se por criticar figuras como a Madre Teresa de Calcutá. Em 2007, o livro "Deus Não é Grande - Como as Religiões Envenenam Tudo" tornou-o uma das estrelas do movimento. Assume-se como iluminista e defende que a livre expressão e a investigação científica devem substituir a religião enquanto forma de transmissão da ética. O conceito de Deus é uma crença totalitária que destrói a liberdade individual, defende. Está a escrever um livro de memórias, é colaborador da revista "Vanity Fair" e professor universitário de estudos liberais.
Richard Dawkins, o cérebro Professor na Universidade de Oxford, é zoólogo e evolucionista. Recorrendo a factos científicos, tem-se entretido a provar que Deus não existe. Foi eleito pela "Prospect" em 2005 o terceiro maior intelectual da actualidade, a seguir a Umberto Eco e Noam Chomsky. Publica no jornal britânico "The Guardian" e quer diminuir o papel das religiões na sociedade. Em 2006, no livro "Deus, um Delírio", criou uma nova versão dos dez mandamentos.
Daniel Dennett, o filósofo Em Outubro de 2006 foi operado ao coração e escreveu sobre a sua "falta de conversão no leito da morte". Alguns amigos disseram-lhe que tinham rezado por ele. Respondeu: "E também sacrificaram um bezerro?" Nesse ano publicou "Breaking the Spell", livro em que tenta explicar a adesão religiosa à luz do evolucionismo. Tem-se debruçado sobre a filosofia da mente, a ciência cognitiva e a biologia. É professor universitário e co-director do Centro de Estudos Cognitivos na Universidade de Tufts.
Sam Harris, o escritor Criado numa família judia, recusou-se logo em miúdo a fazer o Bar Mitzvá. Estudou em Stanford, mas teve problemas com drogas e desistiu. Nessa altura dedicou-se a ler centenas de livros sobre religião, budismo e meditação. Onze anos depois licenciou-se em Filosofia e mais tarde doutorou-se em neurociência. Tem tentado descobrir a origem das crenças, descrenças e incertezas do ser humano através de ressonâncias magnéticas. Acredita que a fé ameaça a sobrevivência das sociedades. A religião é "um dos mais perversos usos da inteligência que já inventámos", escreveu. Quanto à Bíblia, rejeita que tenha sido inspirada por um Deus omnisciente. Nesse caso, justifica, o livro seria mais específico nas suas profecias.
FONTE:

2 comentários:

  1. Eles fazem parte do plano de satanas para colocar em ação a apostasia, pois já vi muitos cristaos fracos sem vida com Deus , sem conhecimento, que por nao terem as respostas para esses tipos de pessoas os "ateus"se desviou e hoje tem nojo de Deus, é lamentável.

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  2. Por causa do orgulho o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus (Sl 10.4)

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