sexta-feira, 23 de março de 2012

EUA quer implantar nanotecnologia no corpo de soldados

EUA quer implantar nanotecnologia no corpo de soldados
Por Dalane Santos
Tratar doenças em soldados, durante guerras, é mais complicado do que cuidar de pacientes civis em uma cidade. Nas cercanias de locais de conflito, os médicos ficariam muito agradecidos se recebessem uma mãozinha da nanotecnologia em seu trabalho.
Pois este momento parece ter chegado: no último dia 15, a Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada (DARPA, na sigla em inglês), do governo dos EUA, anunciou a intenção de instalar mini robôs-médicos no organismo dos militares.
Historicamente, as guerras registram mais mortes por doenças em combate do que propriamente pelas batalhas em si. O objetivo da DARPA é criar um sensor que monitore a saúde dos soldados e dê diagnósticos precisos antes que a má saúde represente uma baixa nas fileiras do exército.
Ainda em 2012, os pesquisadores esperam lançar um protótipo para testes deste dispositivo, que é focado na interação com nanopartículas do corpo. O aparelho será de utilidade para evitar cirurgias, já que alguns locais onde as forças armadas dos EUA têm atuado (como o Iraque, por exemplo) estão a centenas de quilômetros de um centro hospitalar capacitado para procedimentos complicados. Muitos soldados americanos têm voltado para casa por este motivo.
Em uma meta de longo prazo, os cientistas idealizam que este mecanismo sirva não apenas para fazer diagnósticos, mas também para auxiliar nos tratamentos. Para cumprir esta finalidade, já estão em planejamento alguns testes do aparelho em funcionamento no corpo de animais.

Empresa afasta relação com morte de bebé

Empresa afasta relação com morte de bebé
Vacina suspeita foi dada a 780 mil crianças em Portugal
por Lusa
Fotografia © Alfredo Cunha / Global Imagens
Cerca de 2,8 milhões de vacinas Prevenar foram administradas em Portugal a 780 mil crianças, segundo o laboratório que as comercializa, que garante não existir para já uma relação direta entre o produto e a morte de um bebé.
Num esclarecimento solicitado pela Lusa a propósito da morte de uma criança de cinco meses que tinha recebido as vacinas Prevenar (contra infeções graves causadas por Streptococcus pneumoniae, incluindo a meningite e bacteriémia) e RotaTEQ (previne a gastroenterite), a Pfizer assegurou que "revê e monitoriza minuciosa e constantemente todos os seus medicamentos e vacinas preconizando a segurança enquanto prioridade máxima".
"Estamos neste momento a avaliar esta situação em colaboração com as autoridades competentes", adianta o esclarecimento de um dos maiores laboratórios do mundo.
Segundo a empresa, "até à presente data, não foi encontrada qualquer relação directa e causal entre a administração de Prevenar 13 e um acontecimento adverso fatal".
A Prevenar 13 está aprovada na Europa desde dezembro de 2009 e, com base na sua fundamentação científica, "tem um perfil de segurança bem estabelecido e está associada a comprovados benefícios de saúde quando amplamente utilizada".
"As vacinas pneumocócicas conjugadas, Prevenar e Prevenar 13, estão atualmente disponíveis em mais de 100 países em todo o mundo e integram o plano nacional de vacinação da criança em mais de 50 países", prossegue o laboratório.
A Pfizer distribuiu mais de 400 milhões de doses da vacina pneucocócica conjugada a nível mundial (Prevenar e Prevenar 13) e, em Portugal, foram distribuídas aproximadamente 2,8 milhões de doses de Prevenar e Prevenar 13 para cerca de 780 mil crianças.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Os 10 locais 'invisíveis' no Google Maps

Tecnologia
Os 10 locais 'invisíveis' no Google Maps
por DN.pt  Hoje
Desde aldeias na Coreia do Norte a uma central de energia no Utah, nos Estados Unidos, nem todos os locais estão visíveis a partir do Google Maps. Estão lá, mas as imagens aparecem distorcidas por motivos de segurança.
Afinal nem todos os locais do planeta estão visíveis no Google Maps. Alguns países distorceram as imagens de certos sítios por razões de segurança.
Por exemplo, se um utilizador da Internet quiser ver as ruas das cidades da Coreia do Norte, não poderá. Assim como o Palácio Real em Amesterdão ou uma central de energia no campus da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque.
"As imagens aéreas do satélite do Google Maps e do Google Earth provêm de variadas fontes comerciais e públicas, garante Deanna Yick, porta-voz do Google.
"Os fornecedores destas imagens são obrigados a cumprir a lei dos países onde operam, portanto, algumas imagens são distorcidas", acrescentou.
Eis 10 dos locais que não se podem ver no Google Maps:
-Palácio Real de Amesterdão - Holanda
-Aeroporto Internacional de Buffalo Niagara - Estados Unidos
-Parque Nacional Tantauco - Chile
-Keowee Dam - Estados Unidos
-Local por definir na Rússia
-Aeroporto Minami Torishima - Japão
-Edifício Michael Aaf - Estados Unidos
-Central de energia do campus da Universidade de Cornel - Estados Unidos
-Cidade da Babilónia - Iraque
-Vlissingen - Holanda

Alegações de abuso em instituições católicas holandesas

Igreja católica 'castrou' meninos na Holanda nos anos 50
Atualizado em 21 de março, 2012 - 05:47 (Brasília) 08:47 GMT
Alegações de abuso em instituições católicas holandesas se multiplicaram após denúncia de ex-alunos
Pelo menos 11 meninos foram castrados enquanto estavam aos cuidados da Igreja Católica, na Holanda, nos anos 50, segundo uma reportagem do jornal NRC Handelsblad.
Um rapaz foi castrado em 1956, após contar à polícia que estava sofrendo abusos, segundo o jornal.
O Ministério da Justiça holandês está investigando o papel do governo na época, e parlamentares pediram um inquérito após a publicação da reportagem.
No ano passado, uma investigação na Holanda descobriu que milhares de crianças haviam sofrido abusos em instituições católicas do país a partir de 1945.
'Grave e chocante'
Henk Hethuis, que era aluno de um internato católico, tinha 18 anos quando contou à polícia que um monge holandês estava abusando dele.
Segundo o jornal NRC Handelsblad, ele foi então castrado por ordem de padres católicos e informado de que isso o "curaria" de sua homossexualidade.
O jornal disse que o mesmo aconteceu com pelo menos dez de seus colegas de escola.
Hethuis morreu em um acidente de carro em 1958.
O ministro da Justiça Ivo Opstelten disse que as alegações são "muito graves e chocantes" e prometeu investigar o papel que o governo holandês teve na época.
A Igreja Católica holandesa disse estar disposta a cooperar com investigações para verificar a veracidade da reportagem.
'Cultura do silêncio'
Uma comissão que investigou abusos em instituições católicas holandesas disse, no ano passado, que a Igreja fracassou em lidar com os casos que ocorriam corriqueiramente em escolas, seminários e orfanatos.
A comissão, liderada pelo ex-ministro Wim Deetman, revelou dezenas de milhares de casos de crianças que sofreram abusos que iam de toques inapropriados a estupro, e condenou o que chamou de acobertamento da Igreja e "cultura do silêncio".
O NRC Handelsblad disse que a comissão recebeu uma denúncia sobre os supostos casos de castração em 2010.
Parlamentares anunciaram que pretendem pedir uma audiência formal com Deetman para perguntar por que ele não incluiu a informação em seu relatório.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Autarca proíbe pessoas de morrer

Autarca proíbe pessoas de morrer
Por Redação
00:59 - 14-03-2012
Um autarca italiano decretou uma proibição no mínimo insólita. Giulio Cesare Fava proibiu nada mais, nada menos, de os residentes de Falciano del Mássico de morrerem.
Esta lei, em vigor desde o início do mês, surge porque a localidade situada a 50 quilómetros a norte de Nápoles, não tem um cemitério e cria o problema de não saber o que se fazer aos mortos.
Os habitantes de Falciano del Massico costumavam ser enterrados no cemitério da aldeia vizinha, mas o plano de alargamento do espaço levou à discórdia entre autarcas e Giulio decidiu construir um local próprio para dar descanso aos mortos.
Das 3700 pessoas que compõem a população da aldeia italiana, dois idosos desobedeceram à insólita ordem.

Ciclone Irina provocou mortos e afetou infraestruturas em Moçambique

Ciclone Irina provocou mortos e afetou infraestruturas em Moçambique
Por Redação
00:17 - 14-03-2012
O Governo Moçambicano revelou no mais recente balanço, após o ciclone Irina, que a intempérie matou três pessoas, feriu 13 e danificou centenas de infraestruturas.
Alberto Nkutumula, porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, informou que em consequência das chuvas e ventos fortes, 13 pessoas ficaram feridas e 989 casas foram danificadas parcialmente, mas outras seis habitações foram totalmente destruídas. No balanço constam também salas de aulas, salas de culto, uma unidade sanitária, bancas de mercados e postes de eletricidade.
O ciclone Irina já havia provocado mortos antes, ao passar por Madagáscar, antes de atingir as costas moçambicanas e sul-africanas.
Desde o início do ano, Moçambique já foi assolado por três temporais, tendo os anteriores dois, as tempestades "Funso" e "Dando", causado mais de 40 mortos e prejuízos avultados no centro e sul do país.

Alerta Amnistia Internacional

Alerta Amnistia Internacional
Síria: Tortura está a ser usada a níveis sem precedentes
por Lusa Hoje
Fotografia © REUTERS/Ali Jarekji A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje que o poder sírio está a usar a tortura e os maus-tratos contra a oposição "a níveis sem precedentes", como parte de "um ataque sistemático" à população civil, noticia a Efe.
Na véspera do dia em que se cumpre o primeiro aniversário da revolta contra o regime de Baschar al-Assad, em que se estima que tenham sido mortas 6.500 pessoas, a AI pediu a Damasco para parar com as detenções e as torturas conta a população, bem como permitir o acesso de observadores internacionais.
A organização de defesa dos direitos humanos divulgou hoje um relatório em que recolhe testemunhos de 19 opositores sírios, refugiados na Jordânia, e identifica cerca de 30 métodos de tortura utilizados pelas forças de segurança de Al-Assad.
A Amnistia adianta que as pessoas detidas durante os protestos, desde menores a idosos, são torturadas sistematicamente, com recurso a golpes, insultos, ameaças, choques elétricos, violações, agressões, submissão a posições de "stress" e outros vexames.
A violência sexual é prática habitual entre as forças de segurança sírias, que, segundo testemunhos, violam detidos e obrigam outros a assistir.
"Tiravam-nos das celas todos os dias durante uma hora ou duas para nos baterem. Obrigavam-nos a ajoelhar, com os olhos tapados e as mãos atadas, na sala de interrogatórios, e batiam-nos em todo o lado. Foi assim durante seis dias", relata Raed, um jovem licenciado de 27 anos, que esteve detido uma semana.
Outros testemunhos indicam que os presos eram encerrados em espaços reduzidos durante dias, superlotados, com cadáveres ou moribundos, sem banho, nem assistência médica e alimentados com um pedaço diário de pão.
Há ainda relatos de presos que estiveram pendurados em ganchos durante dias, enquanto eram agredidos, e de outros obrigados a estar em bicos de pés durante horas ou a quem era arrancada a pele com pinças.
A Amnistia Internacional exige à comunidade internacional que investigue a ocorrência de crimes contra a humanidade na Síria e impeça a venda de armamento ao governo de Damasco.

Menor suicida-se após ser obrigada a casar com violador

Marrocos
Menor suicida-se após ser obrigada a casar com violador
por DN.PTOntem
Uma jovem de 16 anos ingeriu veneno para ratos na casa da família do marido, dez anos mais velho, com quem tinha sido obrigada a casar-se depois de uma violação, segundo o jornal 'Al Massae'.
O caso aconteceu em Larache, no norte de Marrocos, no sábado.
Há um ano, a família da jovem apresentou queixa em Tânger de violação. Após a intervenção de conhecidos das duas famílias, decidiram casá-la com o violador, com autorização do juiz. Uma decisão imposta pela tradição, principalmente nos espaços rurais, para salvaguardar a honra da jovem. Segundo o código penal marroquino, o violador fica isento de sanção se aceitar casar-se com a vítima.
De acordo com o jornal 'Al Massae', citado pelo 'El Mundo', a jovem suicidou-se por estar desesperada com os maus tratos de que era alvo por parte da família do marido, mas também pela recusa do próprio pai de a receber em casa.

Descubren las dolencias de los astronautas

Descubren las dolencias de los astronautas
BBC Salud
Última actualización: Martes, 13 de marzo de 2012
Los astronautas que pasan períodos largos en condiciones de microgravedad pueden sufrir anormalidades en los ojos y cerebro, revela una investigación.
Las misiones a la EEI se limitan a seis meses en parte debido a los riesgos a la salud.
El estudio sometió a 27 astronautas de la NASA, que habían vuelto de misiones en la Estación Espacial Internacional, a análisis de imágenes de resonancia magnética (MRI).
Los análisis revelaron anormalidades en el globo ocular similares a las que ocurren con la hipertensión intercraneal, un trastorno potencialmente grave que produce el incremento de la presión dentro del cráneo.
El hallazgo, afirma el estudio publicado en Radiology (Radiología), podría tener un impacto en las futuras misiones espaciales.
En el estudio, dirigido por el doctor Larry Kramer, profesor de diagnóstico y radiología de intervención en la Escuela Médica de la Universidad de Texas en Houston, participaron astronautas que habían pasado más de 30 días de tiempo acumulativo en condiciones de microgravedad -o gravedad cero- en órbita.
Anormalidades cerebralesLos científicos encontraron evidencia de expansión del espacio del líquido cefalorraquídeo que rodea el nervio óptico en nueve de los astronautas.
En seis de los sujetos se vio un aplanamiento del globo ocular, en cuatro una protuberancia del nervio óptico, y cambios en la glándula pituitaria y sus conexiones cerebrales en tres de los individuos.
La NASA ha colocado a este problema en un lugar prioritario de la lista de riesgos humanos, ha iniciado un programa amplio para estudiar sus mecanismos e implicaciones y continuará monitoreando muy de cerca la situación" Dr. William TarverLa glándula pituitaria es la encargada de secretar las hormonas que regulan una variedad de funciones importantes en el organismo.
La NASA, igual que otras agencias espaciales, monitorea cuidadosamente la salud de sus astronautas.
Se sabe que pasar largos períodos en condiciones de microgravedad puede resultar en la pérdida de densidad ósea y desgaste muscular.
También están los riesgos asociados a la radiación del sol.
En parte es por estas razones por las que la estadía en la Estación Espacial se limita a seis meses.
"Los resultados de los MRI revelaron varias combinaciones de anormalidades después de una exposición acumulativa tanto de corto como largo plazo iguales a las que se ven con la hipertensión intercraneal idiopática" afirma el doctor Kramer.
"Estos cambios que ocurren durante la exposición a la microgravedad pueden ayudar a los científicos a entender mejor los mecanismos responsables de la hipertensión intercraneal en pacientes que viajan al espacio" agrega.
Tras conocer los resultados del estudio, el equipo médio de la NASA afirmó que estaba analizando los datos pero que el nivel de las anormalidades observadas por ahora no los preocupaba sobremanera.
William Tarver, jefe de la clínica de medicina de vuelos en el Centro Espacial Johnson de la NASA, afirmó que los resultados "sospechaban pero no concluían" que se tratara de hipertensión intercraneal.
"La NASA ha colocado a este problema en un lugar prioritario de la lista de riesgos humanos, ha iniciado un programa amplio para estudiar sus mecanismos e implicaciones y continuará monitoreando muy de cerca la situación" expresó el experto.
Si se confirman estos resultados, es probable que tengan un impacto en las futuras misiones espaciales.
Esto sería problemático en las misiones de largo trayecto como las de Marte que, si se llegan a realizar algún día, tomaría más de un año completar un viaje hacia y desde el planeta.

terça-feira, 13 de março de 2012

Consumir carne vermelha aumenta em até 20% os riscos de morte prematura

Alimentação

Consumir carne vermelha aumenta em até 20% os riscos de morte prematura
Probabilidade é maior com o consumo de uma porção de carne processada ao dia

Carne vermelha: reduzir consumo do alimento, além de substituí-lo por outros, como peixes e aves, diminui mortalidade precoce (Thinkstock)
A carne vermelha não é saudável. Já se sabe. Mas pesquisadores não param de constatar argumentos contra ela. O mais recente é resultado de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no periódico Archives of Internal Medicine. Segundo o estudo, conduzido na Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, o consumo de carne vermelha pode aumentar os riscos de morte prematura, além do aparecimento de doenças cardiovasculares e câncer. Substituir esse alimento por outros, como por peixes e aves, significa diminuir a chance de morte prematura.
Saiba mais
CARNE PROCESSADA
A carne processada é a carne misturada com sal, temperos artificiais e conservantes, como o nitrito de sódio, por exemplo. Esta substância é adicionada a alimentos para fixar cor neles, além de evitar que eles estraguem rapidamente. Presunto, salsicha, linguiça e salame são exemplos de carne vermelha processada. Tanto os conservantes quanto a própria carne processada já foram relacionados por outras pesquisas a diversos problemas de saúde, como com o câncer de pâncreas, por exemplo.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados de dois estudos sobre os hábitos alimentares de 37.698 homens e 83.644 mulheres durante 28 anos. Nesse período, foram registradas 23.926 mortes, sendo que 5.910 aconteceram devido a uma doença cardiovascular e 9.464, a algum tipo de câncer.
Os autores do estudo observaram que um maior consumo de carne vermelha foi associado ao aumento do risco de problemas cardiovasculares e casos de câncer. Embora essa chance tenha sido elevada para todos os tipos do alimento, ela foi maior em relação à carne vermelha processada. O mesmo foi identificado em relação a casos de morte prematura decorrentes de problemas de saúde em geral. Os resultados mostraram que comer uma porção de carne vermelha processada ao dia aumenta esse risco em 20%. Esse índice é de 13% para carne não processada.
Substituição saudável— A pesquisa também indicou que, além de comer menos carne vermelha, trocá-la por outros alimentos é capaz de diminuir as chances de morte prematura. Segundo o estudo, essa redução pode ocorrer com a substituição de uma porção de carne vermelha ao dia por uma porção de peixe, ave, frutas secas, legumes e de grãos. "Nós estimamos que 9,3% das mortes registradas no estudo entre os homens e 7,6% das mortes entre as mulheres poderiam ter sido evitadas se os participantes consumissem menos de meia porção de carne vermelha ao dia", afirma a pesquisa. Para os especialistas, comer menos carne vermelha significa reduzir as chances de doenças crônicas e, consequentemente, de mortalidade decorrente de problemas de saúde em geral.
Grão-de-bico espanta a depressão
A leguminosa está lotada de triptofano, um aminoácido essencial para a produção da serotonina a substância que traz sensações agradáveis. E esse é só um dos seus atributos por Cida de Oliveira
design Thiago Lyra
fotos Gustavo Arrais
A casca do grão-de-bico é rica em fibras. No entanto, por concentrar também substâncias que dificultam a absorção de nutrientes, a maioria das receitas pede a semente descascada
Vamos direto ao ponto: o grão-de-bico não ocupa lugar de destaque no ranking das leguminosas mais populares. Questão de gosto ou questão de preço? É difícil dizer, mas a verdade é que essa espécie custa pelo menos cinco vezes mais do que outro membro da família, o feijão, que também já não é tão assíduo na mesa do brasileiro. A relação custo benefício, porém, vale o investimento. Quem vive meio tristonho sem motivo aparente na certa mudaria de humor se botasse esse alimento no prato com freqüência.
É provável até que nossos ancestrais soubessem desse efeito. Ou então teriam desistido do cultivo da planta, extremamente sensível às condições de clima e solo e também ao ataque de pragas. Hoje quem empresta sua chancela à leguminosa é a prestigiada revista científica internacional Journal of Archaeological Science, que divulgou recentemente trabalho de pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade de Haifa, ambas em Israel, exaltando suas propriedades.
Por aqui nossos cientistas também dão seu aval ao grão-de-bico, boa fonte de ferro, carboidratos e proteínas. Leonardo Boiteux, estudioso do centro nacional de pesquisa de hortaliças da Embrapa, empresa brasileira dedicada ao estudo e ao desenvolvimento agropecuário, atribui o alto teor protéico a uma combinação de aminoácidos. Entre eles a estrela é o triptofano, que aparece em grandes quantidades. Essa substância é usada pelo organismo para a produção de um neurotransmissor chamado serotonina, responsável pela ativação dos centros cerebrais que dão sensação de bem-estar, satisfação e confiança.
"Boas doses desse composto resultam ainda em diversos efeitos fisiológicos, como maiores taxas de ovulação e melhora no padrão de desenvolvimento das crianças", diz o pesquisador. A nutricionista Andréa Penatti Ferreira, que recentemente estudou as alterações químicas do grão-de-bico durante o cozimento para sua dissertação de mestrado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, em Piracicaba, acrescenta que a disponibilidade de ferro é outro diferencial da leguminosa.
Na tabela os valores desse mineral no grão-de-bico aparecem ligeiramente inferiores aos de seus parentes. O mesmo acontece comos teores de proteína. Contraditório? "Não", responde Maria Esther Fonseca, também pesquisadora da Embrapa. "O ferro disponível nessa leguminosa é mais bem aproveitado pelo organismo. Quanto às proteínas, a qualidade delas é muito superior à das demais leguminosas, sem contar que são totalmente digeridas, o que não acontece com suas congêneres", explica a especialista. E as vantagens do grão-de-bico não param por aí.
Ele acumula fitoestrógenos e por isso já começa a ser usado em terapias de reposição hormonal na menopausa."Essas substâncias, também chamadas de hormônios vegetais, têm se mostrado capazes de prevenir a osteoporose e problemas cardiovasculares, embora não tanto quanto aquelas extraídas da soja", diz Maria Esther. Se depender dos cientistas da Embrapa, o grão-de-bico ficará ainda mais nutritivo.
Eles buscam o aperfeiçoamento genético para obter novas variedades adaptáveis a várias regiões. "Pretendemos também aumentar os teores de triptofano", anuncia o pesquisador Warley Nascimento. "Assim quem sabe o astral do brasileiro até melhore." E, para derrubar de vez a resistência de quem torce o nariz para a leguminosa, nada como uma especialidade da cozinha espanhola, o puchero, mas em versão light para tornar o prato ainda mais saudável.
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Grão-de-bico é fonte de bem-estar físico e emocional
Ele acumula o triptofano, um aminoácido precursor da serotonina que é o neurotransmissor que dá o bem-estar para o ser humano.
ISABELA ASSUMPÇÃO Brasília, DF
Tomates bem vermelhos, pimentões ainda mais coloridos e mais nutritivos, grãos preciosos: um verdadeiro tesouro cultivado em estufas. Será possível melhorar o que a natureza nos oferece, com uma pitada de ciência?
A partir do estudo das hortaliças e conhecendo cada elemento que elas contêm, o pessoal da Embrapa realiza suas pesquisas. O objetivo é melhorar geneticamente as hortaliças e fazer com que elas sejam cada vez mais fontes eficientes de bem estar físico e até emocional. O que se estuda no laboratório e no campo vai melhorar o que todos nós comemos em casa.
Em uma horta, os agrônomos Leonardo Boiteux e Maria Esther Fonseca, da Embrapa Hortaliças, colhem os resultados de suas pesquisas, como ervilhas, lentilhas e grão-de-bico.
Provavelmente pouca gente conhece uma plantação de grão-de-bico. Leonardo explica que ela demora em torno de 100 dias para chegar à fase dos grãos. “É uma característica das leguminosas, em especial do grão-de-bico, acumular triptofano, que é um aminoácido que é precursor da serotonina que é o neurotransmissor que dá o bem-estar para o ser humano”, o pesquisador da Embrapa Hortaliças.
“O tipo de lipídios que tem no grão-de-bico, ômega 3 e 6, evita doenças circulatórias e coronárias. A proteína é rica em triptofano, que favorece o bem-estar. É precursor da serotonina, que está relacionada com o bem-estar. Até o carboidrato do grão-de-bico é especial, porque ele tem um índice glicêmico baixo, que é bom para pessoas com diabetes e mesmo para evitar a chegar o diabetes. O valor calórico dele é baixo”, aponta a pesquisadora Maria Esther Fonseca.
“É uma jóia e tem uma variabilidade genética para melhorar ainda mais”, ressalta o pesquisador da Embrapa Hortaliças.
Para isso, Leonardo e Esther estudam vários tipos de grãos.
“O objetivo nesse projeto é explorar os diversos tipos de grãos-de-bico, para combinar características de produtividade e altos teores de ômega 3, 6 e triptofano. A gente faz cruzamentos, e selecionamos os filhos mais produtivos para as características de interesse”, explica Leonardo.
É assim também com os tomates e pimentões. Com um tomatinho selvagem, por exemplo, eles estão testando um super tomate, com ainda mais licopeno que é um poderoso antioxidante. Quanto mais vermelho, mais licopeno.
Os pimentões coloridos já estão nos mercados e foram testados em um laboratório da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba.
“Houve uma melhora boa em componentes. O vermelho e o amarelo e depois o verde, eles tiveram uma concentração muito grande de compostos bioativos e de compostos com um papel antioxidante, que é uma coisa boa”, diz a professora de nutrição Jocelem Salgado, da USP. “Mas o que a gente percebeu é o seguinte: nesses pimentões que nós tivemos essa melhora, nós tivemos detrimento em fibras e em proteínas”.
“Acho muito importante que os estudos continuem. O desafio na nossa área é esse: saber o quanto, como recomendar e o efeito seguro. E na área de melhoramento é concentrar o composto, sem reduzir outro componente, que provavelmente fará falta para outra resolução de outro problema de saúde”, ressalta Jocelem.
E agora, a melhor fase da pesquisa: a pasta de grão-de-bico, chamado homus. Em saladas, ou em pasta, o grão-de-bico é muito gostoso. Na família da comerciante Tahsine Hammoud, o grão-de-bico já é tradição.
A ajudante de cozinha Luciana Marques é do Ceará e ela viveu lá durante 23 anos sem nunca ter visto grão-de-bico. Não sabia nem o que era. Só veio conhecer em São Paulo. “Só vim conhecer aqui nesse emprego que eu já estou há mais de um ano e consegui descobrir o segredo do grão-de-bico, como que a gente faz o homus”,conta.
Ela mostra como é que faz a pasta de grão-de-bico, tradicional da cozinha árabe. “Primeiramente, a gente coloca o limão, um pouco de alho, um pouco de sal. Tudo a olho, não tem muita medida”, explica a ajudante de cozinha.
Depois que a Luciana teve o maior trabalho e fez tudo direitinho, Isabela Assumpção entra para fazer o melhor pedaço: experimentar a pasta. “É dos deuses. Eu podia passar minha vida inteira comendo isso. Muito bom”,

sábado, 10 de março de 2012

Maior tempestade solar desde 2004 atingiu a Terra em cheio

Maior tempestade solar desde 2004 atingiu a Terra em cheio
Por Por Kerry Sheridan
AFP – 20 horas atrás
Imagem, divulgada pela agência espacial americana, mostra tempestade solar
Uma forte tempestade solar, que parecia se dissipar, atingiu a Terra em cheio na noite de quinta-feira (08), tornando-se o evento geomagnético mais importante desde 2004, disseram nesta sexta-feira especialistas americanos, que esperam mais atividade para este fim de semana.
A descarga de radiação solar causou poucos transtornos na rede elétrica, mas obrigou as companhias aéreas a desviar rotas em torno dos pólos e gerou imagens impressionantes de aurora boreal em algumas partes do mundo.
O fenômeno começou na noite de terça-feira com uma série de explosões no Sol, que lançaram partículas carregadas em grande velocidade para a Terra, mas a tempestade parecia se dissipar na quinta-feira, sem provocar os cortes de energia ou os problemas com os sistemas de navegação por satélite GPS, como se esperava.
Espetáculo de aurora boreal na região de Yellowknife, Canadá (Foto: AP)
As condições mudaram à noite, quando aumentou a intensidade da tormenta, que se elevou à categoria "forte" (G3) em uma escada de um a cinco, disse Bob Rutledge, chefe do departamento de previsões do clima espacial na Adminstração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).
"Acabamos recebendo alguma coisa do forte impacto que esperávamos", disse, explicando que a mudança se deveu a uma alteração no campo magnético dentro da ejeção de massa coronal que explodiu fora do sol.
"Quando se olha a tempestade de forma global, em termos de tamanho e de potência, poderia se dizer que é a tormenta mais forte desde novembro de 2004", disse.
Nos estados do norte dos Estados Unidos, como Wisconsin, Michigan e Washington, houve registros de um espetáculo de luz noturna, causado pela aurora boreal, quando partículas altamente carregadas interagem com o campo magnético da Tierra, criando um brilho colorido.
E embora os operadores elétricos já tenham "visto estas alterações em seus sistemas, tudo deveria estar dentro do que são capazes de manejar", acrescentou Rutledge.
Embora se espere uma redução paulatina da tempestade a partir desta sexta-deira, Rutledge advertiu sobre a possibilidade de mais alterações até domingo devido a uma erupção durante a noite na mesma região solar conhecida como 1429, que tem estado em atividade desde o começo da semana.
A labareda solar atingiu nível dois em uma escala de cinco e não foi tão grande quanto a erupção de terça-feira, mas se combinou a uma ejeção de massa coronal que, segundo Rutledge, se dirigirá para a Terra na madrugada de domingo.
"Vai afetar a Terra. Dirige-se diretamente para nós", disse.
"Achamos que isto poderia provocar uma intensidade de tempestade que pode alcançar novamente o nível G3. Não achamos que tenha a mesma intensidade sustentada que teve a tempestade que acaba de terminar", acrescentou.
As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol evolui de seu período de mínima a máxima atividade nos próximos anos, mas as pessoas geralmente são protegidas pelo campo magnético da Terra.
No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de satélites GPS é maior do que durante o último máximo de atividade solar, poderia haver maiores transtornos na vida moderna.

Coca-Cola y Pepsi

EN CALIFORNIA
Reducen la cantidad de un colorante
Coca-Cola y Pepsi cambian la receta para evitar una 'etiqueta de cáncer'
Carlos Miralles EL MUNDO
-Reducirán los niveles de un colorante que California considera 'cancerígeno'
-Habría que beber 1.000 latas para ingerir las dosis probadas en animales
-Grupos de consumidores piden a la FDA que prohíba el aditivo sospechoso
María Valerio
Madrid
Coca-Cola y Pepsi han decidido cambiar su receta en el estado de California (EEUU) para evitar que las bebidas luzcan una etiqueta sobre el posible riesgo de cáncer relacionado con uno de sus colorantes.
El problema radica en el uso de 4-metilimidazol (4-MEI), el colorante que le da su particular color caramelizado a ambas bebidas, y que ha sido incluido por California en la lista de sustancias potencialmente cancerígenas. Así que para adaptarse a los estándares californianos y evitar la inclusión de una 'etiqueta negra', Pepsi y Coca-Cola reducirán la cantidad de dicho colorante en sus productos.
Ambas empresas, que representan el 90% del mercado de refrescos según datos del mayorista del sector Beverage Digest, han asegurado que el consumidor no notará el cambio en el sabor de la bebida.
Un portavoz de Coca-Cola España, ha asegurado a ELMUNDO.es que los consumidores pueden estar tranquilos y que la Organización Mundial de la Salud (OMS) considera que "los riesgos del 4-MEI son inferiores a los de tomar patatas fritas". Según sus mismos cálculos, un consumidor debería tomar 18.000 latas de refresco al día durante dos años para igualar los niveles que se alcanzaron en los ensayos con animales.
Mil latas
La Asociación de Fabricantes de Bebidas de EEUU, recuerda que el estudio que ha llevado a las autoridades a incluir este colorante en dicha 'lista negra' se llevó a cabo únicamente en animales (y añade que la Agencia Europea de Seguridad Alimentaria lo considera seguro para el consumo). De hecho, la agencia estadounidense que regula el mercado de los alimentos y los fármacos (la FDA), admite -manejando cálculos diferentes a los de Coca-Cola- que un ser humano debería beber 1.000 latas de cola al día para ingerir la dosis que tomaron los animales en el laboratorio.
Aún así, los dos gigantes de los refrescos, han decidido reducir la dosis del colorante 'maldito' en California para evitar una etiqueta en las latas sobre la relación de la 4-metilimidazol con el cáncer. "Aunque consideramos que no existe riesgo para el consumidor que justifique dicho cambio, les hemos solicitado a nuestros proveedores de colorante de caramelo que reduzcan los niveles de 4-metilimidazol para no tener que incluir dicha advertencia sin base científica", ha señalado Diana Garza-Ciarlante, portavoz de Coca-Cola, al diario británico 'The Guardian'.
Y aunque el cambio en la receta se ha llevado a cabo de momento únicamente en California, ambas compañías lo extenderán próximamente a todo EEUU. Pese a ello, otro portavoz de Coca-Cola, Ben Sheidler, recuerda en una nota remitida a 'Los Angeles Times' que "fuera de California, ninguna agencia reguladora considera que el 4-metilimidazol sea carcinógeno para el ser humano".
No es eso lo que opinan algunos grupos de consumidores estadounidenses que llevan desde 2001 alertando sobre los riesgos de dicho aditivo. El último en hacerlo ha sido el Centro para la Ciencia en Interés Público, que esta misma semana enviaba una carta a la FDA para pedir la prohibición de dicho colorante artificial.
En la misiva, Michael Jacobson, director de este lobby de consumidores, cita análisis en los que las latas de refresco superan cinco veces el límite de 29 microgramos de 4-MEI establecido en California y se pregunta cuánta cantidad debería considerarse apropiada. "Sospecho que la mayoría de usuarios preferiría una bebida totalmente transparente y segura, que una coloreada de caramelo con un compuesto sospechoso".
Un portavoz de Coca-Cola España explica que el 4-metilimidazol es un residuo que se forma en el proceso de tratar el azúcar para obtener caramelo, "que está presente también en tostadas, café, cervezas, snacks... y hasta 200 productos diferentes". Y añade que las latas de refresco en España tienen niveles de dicho compuesto por debajo de las 250 partes por millón que la OMS considera seguras.

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA DE LA MUJER

FUENTE

Si quiere verse bien, coma frutas y verduras

Si quiere verse bien, coma frutas y verduras
BBC Salud
Última actualización: Jueves, 8 de marzo de 2012
El efecto en la piel se debe a los carotenoides, los pigmentos que contienen muchos vegetales.
El consumo de frutas y verduras no sólo tiene beneficios para la salud, como han demostrado varios estudios en el pasado.
El estudio -publicado en la revista PLoS One (Biblioteca Pública de Ciencia)- encontró que la gente que come frutas y verduras tiene una piel más radiante y sana, lo cual incrementa el atractivo físico.
Se cree que el efecto se debe a los carotenoides, los pigmentos amarillos, anaranjados y rojos que se encuentran de forma natural en muchos tipos de vegetales.
Estos productos también pueden hacernos más atractivos, afirma una nueva investigación.
Los investigadores de la Universidad de St. Andrews, en Escocia, querían analizar si el consumo de determinada cantidad de estos productos tiene un efecto en el color de la piel.
En el estudio siguieron un registro de 35 participantes, la mayoría blancos, que consumieron frutas y verduras durante seis semanas.
Se pidió a los voluntarios que no utilizaran camas solares, bronceado artificial ni maquillaje durante el período de estudio.
Los científicos usaron un dispositivo para analizar el tono de la piel de los individuos antes, durante y al final del experimento.
Los resultados al final del estudio mostraron un incremento en los tonos rojos y amarillos de la piel, lo cual proporciona un efecto radiante en la piel.
Piel sana y atractivaEl mismo equipo de investigadores ya había demostrado en estudios anteriores que la gente suele percibir un rostro atractivo dependiendo de los cambios, incluso los más sutiles, en estos tonos de la piel.
"Es posible que incluso los cambios muy pequeños en la dieta puedan producir beneficios perceptibles en la coloración de la piel" afirman los doctores Ross Whitehead y David Perrett, autores del estudio.
Ésta es una buena forma de estimular a la gente: despertar nuestra vanidad innata para incrementar nuestro consumo de vegetales"  Dr. Glenys Jones
Pero subrayan que no se sabe si este mismo efecto puede encontrarse en la piel de la gente que no es blanca o aquéllos de edad más avanzada, por lo que será necesario llevar a cabo más estudios para confirmarlo.
El impacto de los carotenoides en la coloración de la piel es un tema que se ha estado estudiando desde hace tiempo.
Se sabe, por ejemplo, que las técnicas de preparación y procesamiento de los alimentos tienen un efecto muy importante en la cantidad de carotenoides que podemos obtener en nuestra dieta.
Según la doctora Glenys Jones, del laboratorio de investigación de nutrición humana del Consejo de Investigación Médica de la Universidad de Cambridge, Inglaterra, "una vasta mayoría de la población no consume las cinco porciones de frutas y verduras que se recomiendan diariamente".
"Y ésta es una buena forma de estimular a la gente: despertar nuestra vanidad innata para incrementar nuestro consumo de vegetales".
"Porque las frutas y verduras contienen una amplia variedad de nutrientes que no sólo son buenos para nuestra constitución física, sino para nuestra salud en general", agrega.
La doctora Catherine Collins, nutricionista del Hospital St George's en Londres, está de acuerdo en que cualquier estrategia que estimule a la gente a comer más frutas y verduras es algo positivo.
"Ciertamente esta es otra razón por la que debemos comer nuestras porciones de vegetales, ya sean verdes, rojos, anaranjados o amarillos".
"Podemos comerlos cocidos, hervidos, como acompañamiento de otro alimento, o fruta de postre. Lo principal es incrementar nuestro consumo de estos útiles compuestos, los cuales además de contribuir a nuestra salud general, también nos harán más atractivos" agrega.
Los beneficios nutricionales de las frutas y verduras no sólo se deben a los carotenoides.
Estos alimentos son fuentes ricas de vitaminas, minerales, fibra y fitonutrientes, unos importantes compuestos que actúan como antioxidantes protegiendo al organismo de los daños causados en las células.
Los estudios han demostrado que la gente que come al menos cinco porciones de frutas o verduras diariamente tiene menos riesgo de desarrollar enfermedades cardiovasculares y algunos tipos de cáncer.

terça-feira, 6 de março de 2012

O produto industrial mais mortal da história

Proibido em países ricos, amianto ameaça população de nações em desenvolvimento
Por Isabel Martínez Pita
EFE
 Dunkerque (França), manifestação nacional da associação de defesa de vítimas do amianto.
O amianto, um produto prejudicial à saúde, tem coberto com seu manto invisível a vida dos países desenvolvidos. Proibido nessa região do planeta, embora não extinto, atualmente ameaça a população dos países mais pobres. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de amianto.
Desde o começo do século passado, o amianto se tornou o principal material da maior parte das construções. O material é um grupo de minerais fibrosos, compostos de silicatos, caracterizado por suas fibras longas e resistentes, que podem se separar, apresentando a particularidade de poder ser entrelaçadas solidamente e resistir a altas temperaturas.No começo do século 20 se inventou um procedimento pelo qual, misturado com o cimento, dava lugar ao amianto cimento ou fibrocimento, utilizado especialmente nos encanamentos de água potável, telhas onduladas e – como é um produto ignífugo, que resiste muito bem ao calor – para recobrir elementos que precisam ficar expostos ao calor.
No trabalho, no lar e até no ar
Francisco Puche, membro da organização Ecologistas em Ação, editor, escritor, que faz parte da Federação Nacional de Vítimas do Amianto, explica que "já existiram até três mil produtos de diferentes tamanhos e condições que continham amianto, como por exemplo torradeiras, filtros de cigarros, filtros de água e encanamentos, pinturas impermeabilizantes, pastilhas e sapatas de freio, pavimentos”.
“Além disso, como era muito flexível, podia ser usado como tecido em cobertores ou tecidos isolantes, assim como na indústria naval. Estava em todas as partes, de modo que houve uma espécie de contaminação geral de fibras de amianto no ambiente", continua.
Mina Jeffrey em Asbestos, Québec (Canadá), que opera desde o final do século 19 e se dedica ao amianto branco.
Devido a essa variedade de usos, a exposição ao amianto atualmente pode ser ocupacional, doméstica ou ambiental. Em um estudo publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no ano de 2006, se estimava em cem mil o número de pessoas que morrem por ano no mundo como consequência da exposição ao amianto.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em um relatório realizado em 2010, assegurava que no mundo há cerca de 125 milhões de pessoas expostas ao amianto no local de trabalho e, segundo cálculos desta organização, a exposição laboral causa mais de 107 mil mortes anuais por causa de câncer de pulmão relacionadas com esse material.
Além disso, afirmava o relatório, um terço das mortes por causa de câncer de origem laboral são causadas pelo amianto.
O produto industrial mais mortal da história
Para Puche, o amianto é "talvez o produto industrial que mais mortes vai causar na história da humanidade, mais do que o tabaco, porque vem sendo usado há muito tempo e porque também é muito difundido".
Cerca de 70% das pessoas que estão expostas no trabalho caem doentes, mas também faz adoecer 30% dos que não estão assim expostos, ou seja, as pessoas que vivem perto de fábricas ou que são parentes dos próprios trabalhadores.
O amianto em sua elaboração industrial se esmiúça em fibras muito pequenas. Da ordem de uma milionésima parte de um metro, que passam a ser fibras invisíveis e indestrutíveis, "em grande parte porque são muito resistentes aos ácidos e ao fogo, portanto permanecem quase mais tempo que a energia nuclear e está em todas as partes, no ar, na água e, portanto, nos alimentos", explica o ecologista.
Puche assinala que "as primeiras informações sobre os males do amianto para a saúde remontam ao ano de 1898. Depois, ao longo dos primeiros 50 anos do século 20, foram feitos estudos científicos cada vez mais sérios onde se foi demonstrando a toxicidade deste mineral. O problema é que houve muito tempo de latência entre a exposição e a morte ou surgimento da doença, e por outro lado a fibra é invisível, não se vê nem tem cheiro".
Mas, além disso, Puche lamenta que tenha havido "uma grande conspiração do silêncio porque era um material muito rentável, muito flexível, servia para muitas coisas e não interessava de nada para as empresas que se descobrisse sua toxicidade. Somente no começo da década de 90, e sobretudo a partir de 2000, que se começou a proibir o produto nos países desenvolvidos. De fato, atualmente é proibido em 55 países".
Países em desenvolvimento
O que a princípio foi um fenômeno nos países desenvolvidos, atualmente a construção com este material barato emerge nos países em desenvolvimento, com a consequente incidência futura que terá sobre a saúde de suas populações.
"No século 20, até a década de 1990, os países mais afetados eram os Estados Unidos e os da Europa, ou seja, onde mais se consumia amianto. Agora, como lá é proibido, os países mais afetados são Rússia, China, Índia e alguns da África. Na América Latina, a metade de seus países também foi muito afetada, mas já começa a haver um processo de proibição que começou na Argentina, Chile e parte do Brasil".
O Brasil um dos maiores produtores mundiais de amianto. Segundo a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), o mineral é utilizado em quase 3 mil produtos industriais, como telhas e caixas d'água. O baixo custo do produto e sua alta resistência favorecem o consumo.
Outra das arbitrariedades que se cometem, diz o ecologista e escritor, é que "países onde seu uso é proibido, como no Canadá, o amianto é extraído mas não consumido, sendo exportado para outros para que o transformem. São empresas instaladas em países com o amianto regulamentado, mas com interesses econômicos em outras empresas localizadas em países onde ele não está".
"Há muita cumplicidade entre os países desenvolvidos onde se encontra um tremendo problema na hora de eliminar o amianto", adverte Puche.
"Costuma-se assegurar que o amianto não prejudica mais a saúde, mas isso não é verdade, porque constantemente ele está sendo quebrado ou manipulado e, como por cada 12 milímetros de largura de uma placa pode sair um milhão de fibras que podem ser inaladas, se torna um enorme risco cancerígeno. Há gente que com uma dose muito pequena pode contrair câncer de pulmão depois de 30 ou 40 anos. Esse é o problema", acrescenta o especialista.
Também, uma das atuações de muito duvidosa moralidade é a que explica o ecologista que está acontecendo em alguns países onde "os navios que foram construídos há mais de dez anos estão cheios de amianto e, na hora de seu desmantelamento, são enviados aos países asiáticos pobres. Ali, as pessoas, por três dólares ao dia, se dedicam a tirar o amianto sem nenhum tipo de proteção e é gente muito jovem, por isso que o número de mortes que haverá dentro de 30 ou 40 anos vai ser imenso".
E para pôr fim a este grave problema de saúde pública ao qual a população está exposta, Puche diz: "Há lugares muito sensíveis porque há crianças, idosos e doentes onde existe o amianto. Portanto, uma das coisas que nós pedimos é que se faça um registro dos lugares e prédios sensíveis. A partir daí, realizar um programa para desamiantar, começando pelo mais urgente, e dedicar um orçamento em nível governamental".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Suplementos de vitamina E pueden debilitar los huesos

Suplementos de vitamina E pueden debilitar los huesos
BBC Salud
A diferencia de lo que muchos piensan, la vitamina E puede interferir con el proceso que mantiene sanos a los huesos y conducir a su debilitamiento, afirman científicos japoneses.
Los suplementos de vitamina E podrían estar causando daños en los huesos.
En experimentos con ratones, los investigadores de la Universidad de Keio encontraron que los animales que recibieron dosis grandes de esta vitamina tenían menos masa ósea.
Si se aplican estos resultados en humanos, afirman los científicos en la revista Nature Medicine, el efecto conduciría a un mayor riesgo de fracturas.
La vitamina E se encuentra de forma natural en aceites, verduras como espinaca y brócoli y en almendras y avellanas.
Pero según la nueva investigación, tomada en suplementos esta vitamina puede ser problemática.
Estudios en el pasado han mostrado evidencia clara de una asociación entre los nutrientes como la vitamina D y la salud ósea.
Pero no ha habido suficientes estudios que demuestren qué papel desempeña en la salud ósea la vitamina E.
Algunas investigaciones han sugerido que el consumo de esta vitamina, que se cree tiene efectos antioxidantes, juega un papel positivo en la densidad ósea y en el proceso de envejecimiento en general.
Se piensa además que sus beneficios incluyen también una reducción en el riesgo de enfermedad del corazón, cáncer y deterioro mental vinculado a la edad.
Y a pesar de que no ha habido evidencia clara que confirme estas afirmaciones millones de personas en todo el mundo toman suplementos diarios de esta vitamina.
Pérdida de masa ósea
En el nuevo estudio, los científicos japoneses llevaron a cabo pruebas con ratones para ver qué ocurría cuando los animales no obtenían suficiente vitamina E y cuando se les daban dosis de suplementos.
Descubrieron que la salud ósea de los animales con deficiencia vitamínica mejoró, pero aquéllos que recibieron suplementos tuvieron pérdida de masa ósea.
"Dado el extenso uso de vitamina E como suplemento en humanos, es necesario llevar a cabo un estudio más amplio y controlado sobre sus efectos en el hueso humano" Dr. Shu Takeda
La investigación se centró en la llamada "remodelación" ósea, un proceso continuo de renovación y mantenimiento del hueso con el cual se equilibra su destrucción y formación.
Esto quiere decir que el tamaño y densidad del tejido óseo no se fija durante la adultez sino depende del equilibrio entre las células que forman nuevo tejido, llamadas osteoblastos, y las células que lo descomponen, los osteoclastos.
Los científicos creen que la vitamina E estimula la formación de osteoclastos, lo que significa que se pierde más hueso del que se forma.
Pero experimentos similares llevados a cabo con ratas, publicados en 2010, encontraron resultados opuestos, e incluso sugerían que la vitamina E podría ser un tratamiento útil para promover la formación de hueso en la gente de edad avanzada.
Según el doctor Shu Takeda, quien dirigió el estudio, la mayoría de los estudios que han analizado este vínculo utilizaron muestras pequeñas y no fueron bien controlados.
"Dado el extenso uso de vitamina E como suplemento en humanos, es necesario llevar a cabo un estudio más amplio y controlado sobre sus efectos en el hueso humano", afirma el científico.
Según la doctora Helen Macdonald, quien investiga la influencia de la nutrición en la salud ósea en la Universidad de Aberdeen, Escocia, ha habido varios estudios pequeños, incluido uno dirigido por ella, que han encontrado efectos negativos con esta vitamina.
La investigadora subraya que la gente no debe cambiar su dieta para evitar la cantidad relativamente pequeña de vitamina E que ésta contiene.
Pero agrega que "los suplementos de vitamina E involucran dosis mucho más altas que las de una dieta normal".
"Y cada vez hay más evidencia de que el consumo de suplementos no tiene ningún beneficio y, al contrario, podrían estar haciendo daño".

domingo, 4 de março de 2012

Suíça torna-se mãe aos 66 anos

Insólito
Suíça torna-se mãe aos 66 anos
por DN.pt Hoje

Os dois bebés Fotografia © D. R.
Uma pastora protestante reformada tornou-se há dias a mãe mais idosa da Suíça, ao dar à luz por cesariana dois gêmeos, que nasceram saudáveis, refere o tablóide helvético Blick.
A mulher, que vive sozinha e é descrita pelos vizinhos como "discreta e educada", reside na pequena localidade de Grison à Coire (1300 habitantes) e terá "organizado a sua gravidez na Ucrânia", escreve o tablóide, recorrendo a um banco de esperma.
Até agora, a mãe helvética mais idosa era uma mulher de 64 anos, que dera à luz uma menina em 2010. O recorde mundial é detido por uma mulher indiana que foi mãe aos 70 anos, lê-se no artigo do Blick.
A nova mãe limitou-se a dizer que "é inacreditável o que é hoje medicamente possível" - "agora, este é um acontecimento que quero desfrutar em silêncio".
As crianças receberam os nomes biblícios de Josué e de Miguel, continuando sob observação no hospital cantonal, apenas a título preventivo.
Segundo um médico ouvido pelo jornal, "o risco de uma mulher de 66 anos ser hoje mãe é o equivalente a ser mãe aos 40 anos no final do século XIX".
A esperança média de vida na Suíça é das mais altas no mundo: para uma mulher é de 84 anos.

Frutas cítricas X derrame

Frutas cítricas podem diminuir risco de derrame em mulheres
Por em 1.03.2012 as 15:00
Um novo estudo afirma que uma dieta rica em frutas cítricas, como laranja, limão e abacaxi, pode reduzir o risco de derrame em mulheres.
Na pesquisa, mulheres que comeram mais frutas cítricas tiveram um risco 19% menor de ter um acidente vascular cerebral isquêmico do que mulheres que comiam menos.
Em um acidente vascular cerebral isquêmico, o fluxo sanguíneo para o cérebro é bloqueado, às vezes por entupimento das artérias.
O estudo acompanhou 69.622 mulheres por 14 anos, com os participantes relatando a sua ingestão de alimentos (incluindo detalhes sobre o consumo de frutas e vegetais) a cada quatro anos.
Os pesquisadores examinaram as dietas das mulheres, olhando para as seis principais subclasses de flavonoides – flavanonas, antocianinas, flavan-3-ols, polímeros de flavonoides, flavonóis e flavonas.
Segundo os cientistas, flavanonas podem reduzir o risco de derrame através de vários mecanismos, incluindo a melhoria da saúde dos vasos sanguíneos e a contenção da inflamação.
A nova pesquisa
Embora outros estudos tenham analisado os benefícios de comer frutas em geral, no novo estudo, os pesquisadores analisaram diferentes tipos de frutas.
Pesquisas anteriores mostraram que os compostos chamados flavonoides encontrados nas frutas, e também em vegetais, chocolate e vinho tinto, poderiam beneficiar a saúde, mas nem todos os flavonoides parecem ter o mesmo efeito sobre o risco de derrame.
No novo estudo, não havia nenhuma ligação entre o consumo de flavonoides em geral e o risco geral de AVC, ou derrame.
Mas frutas cítricas contém um subgrupo de flavonoides, chamado flavanonas, e estes compostos é que foram relacionados com menor risco de AVC.
As flavanonas podem ser encontradas em sucos cítricos, mas os cientistas recomendam comer mais frutas em vez de beber mais suco, porque sucos comerciais tendem a conter uma grande quantidade de açúcar.
Além disso, estudos anteriores sobre consumo de frutas e risco de derrame tiveram resultados mistos. Por exemplo, um estudo descobriu uma ligação entre o aumento do consumo de frutas brancas como peras e maçãs e menor risco de derrame, mas não encontraram nenhuma ligação de frutas amarelas e alaranjadas.
Mais estudos são necessários para confirmar a associação entre o consumo de flavanona e o menor risco de derrame

Economizando horas para uma velhice tranquila

Economizando horas para uma velhice tranquila
04. Março 2012 - 11:00
Por Alexander Thoele, swissinfo.ch

O número de idosos na Suíça tende a aumentar. (Keystone)
St. Gallen pode ser a primeira cidade suíça criar um "banco do tempo". Nele o poupador deposita horas trabalhadas ao ajudar idosos ou pessoas necessitadas no seu dia-a-dia. A fortuna virtual pode ser posteriormente descontada para comprar para si próprio ajuda.
A ideia simples, mas genial, pode ajudar o governo reduzir os custos sociais frente ao desafio demográfico e promover a solidariedade entre a população.
A bomba-relógio demográfica é um desafio premente. Se em 1960 apenas um em dez habitantes da Suíça tinha mais de 65 anos, cinco décadas depois a proporção é de um para seis. O sistema previdenciário sofre com o desenvolvimento: segundo o Departamento Federal de Estatísticas, atualmente quatro pessoas ativas financiam a aposentadoria de um aposentado; dentro de quarenta anos, essa proporção cai para duas por aposentado.
A população crescente de idosos, especialmente os que necessitam de ajuda, é um grande problema par as autoridades locais. Como financiar hospitais, asilos e cuidados a domicílio frente à perspectiva de receitas limitadas? "Precisamos trazer o vilarejo para a cidade e voltar aos tempos em que as pessoas se ocupavam mais dos seus próximos, sejam familiares, amigos ou vizinhos", responde Katja Meierhans.
A funcionária da prefeitura de St. Gallen não apela às tradições para resolver o desafio demográfico, mas a um projeto intitulado "Previdência do Tempo", desenvolvido por especialistas do Departamento Federal de Previdência Social (OFAS). Nele, recém-aposentados dispondo de boa saúde e disponibilidade ajudam idosos necessitados. Cada hora trabalhada é "depositada" em uma conta pessoal, que pode ser mais tarde "descontada" para pagar as horas de trabalho de outro voluntário quando eles também passarem a necessitar de auxílio na velhice.
A ideia surge pela constatação das autoridades de um novo contexto social no país. "Não observamos uma redução da solidariedade na Suíça. Mas devido à mobilidade crescente e às novas estruturas familiares, as redes de laços familiares não são mais resistentes como no passado. Por isso é importante incentivar a ajuda fora do contexto da família", afirma Ludwig Gärtner, vice-diretor do OFAS.
Experiências positivas
St. Gallen, uma cidade localizada ao nordeste da Suíça próxima à fronteira com a Alemanha. Com uma população oficial de 72.522 habitantes, foi escolhida pelo governo federal para aplicar o projeto-piloto pela boa experiência com outros programas de voluntariado. "Desde 2008 temos no cantão uma espécie de bolsa do tempo, onde as pessoas podem fazer intercâmbio de ajuda. O projeto da Cruz Vermelha de St. Gallen está funcionando muito bem. Por isso fomos contatados pelo governo federal para aplicar a Previdência do Tempo", explica Meierhans.
O novo projeto não pretende criar uma concorrência aos serviços tradicionais de apoio à terceira idade como asilos ou serviços ambulantes. "A carência maior dos idosos é de ajuda no cotidiano, seja nas compras, solução de problemas administração ou limpeza", descreve a chefe de projeto, acrescentando que o principal objetivo é permitir que o idoso possa viver mais tempo de forma independente na própria casa. "Afinal, uma vaga em um asilo custa muito mais caro para o sistema social e é menos satisfatório para o idoso."
O público potencial de voluntários e beneficiários já está definido, segundo as estatísticas: em St. Gallen vivem 12 mil pessoas com mais de 65 anos de idade. O sucesso do programa depende do nível de participação. Os iniciadores esperam que trezentas pessoas se animem a participar do programa, ajudando idosos na base de duas a três horas por semana durante um período de 42 semanas. Isso totalizaria 25 mil horas de trabalho. "Se essa base for alcançada já estaríamos muito satisfeitos", declara Meierhans. E para que ninguém exagere, o limite máximo de trabalho acumulado foi limitado a 750 horas por voluntário.
Mesmo baseando-se em solidariedade, o projeto não tem custo zero. Para financiar a criação da plataforma internet que irá permitir que os voluntários encontrem os idosos carentes de ajuda, além de cobrir outros custos fixos como apoio administrativo e cursos, as autoridades de St. Gallen propuseram criar uma fundação, cujo orçamento será de 150 mil francos por ano. O dinheiro também vai servir de garantia, pois se a Previdência do Tempo fracassa, os voluntários com horas acumuladas no "banco" precisam ser ressarcidos com ajuda paga.
Aprovação política
O projeto ainda deve ser votado na Câmara Municipal de St. Gallen na sessão da primavera. Se aprovado, a execução começa já no verão. Pelo menos, o apoio dos grupos interessados já está garantido. "Achamos muito boa essa proposta. Trata-se de uma forma de aproveitar recursos disponíveis na sociedade e recuperar estruturas sociais que acabaram se perdendo com o tempo", diz Thomas Diener.
Questionado se o projeto tem chances de sucesso, o diretor da Pro Senectute, a maior organização profissional de apoio ao idoso na Suíça, se mostra otimista. "Cada vez mais aposentados acham que não vale a pena gastar o tempo não só consigo próprio, mas fazendo alguma coisa que dê sentido à vida. São pessoas com uma boa situação financeira, mas que procuram ser ativos. Não é apenas altruismo, mas sim a procura da felicidade ajudando outras pessoas."
Enquanto em Berna, o governo federal aguarda ansioso pela concretização da ideia que, a seu ver, aborda uma realidade inquestionável. "A evolução demográfica fará com que haja cada vez mais pessoas necessitadas de ajuda, mesmo se a gente observa que os idosos permanecem saudáveis mais tempo. Modelos como o da cidade de St. Gallen abordam de forma correta o potencial disponível para beneficiar pessoas necessitadas", avalia Ludwig Gärtner.
Se funcionar, a Previdência do Tempo também pode ajudar a resolver outro problema social. "Ela também é uma forma de combater a solidão, aproximando as pessoas e reforçando a solidariedade entre elas", afirma Katja Meierhans, lembrando que em países como a Suíça, com um bem estruturado sistema de assistência social, a tendência das pessoas é de acreditar que o Estado seja responsável pelos cuidados com a terceira idade.
Porém a funcionária ressalta a importância das redes sociais. Meierhans tem a esperança que os voluntários tragam à cidade alguns dos costumes que ainda vive no vilarejo rural vizinho à St. Gallen, onde ela nasceu e vive até hoje. "É o hábito de passar e perguntar ao vizinho como ele vai de saúde e, quem sabe, até dar uma mãozinha quando ele precisar de ajuda."

novas próteses

Neurociências

Descoberta de portugueses abre caminho a novas próteses
por DN.pt   Hoje
O investigador Rui Costa Fotografia © Nuno Pinto Fernandes/Global ImagensMobilidade perdida pode ser restaurada com próteses comandadas pelo pensamento
As regiões e os processos cerebrais envolvidos em tarefas físicas, como andar de bicicleta ou tocar piano, ou na sua aprendizagem, são os mesmos que o cérebro utiliza para operações puramente mentais. A descoberta é de investigadores portugueses da Fundação Champalimaud e norte-americanos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, e tem implicações no desenvolvimento de próteses que possam ser controladas apenas pelo pensamento.
Publicado hoje on line na revista Nature, este é um novo avanço na compreensão do cérebro e dos seus processos. "Já se suspeitava de que o cérebro é muito plástico, mas não se sabia que para a realização de uma ação abstrata, como é o pensamento puro, utilizamos as mesmas zonas e processos cerebrais que usamos para aprender habilidades motoras", explicou ao DN o neurocientista Rui Costa da Fundação Champalimaud e um dos coordenadores da investigação.
Outra novidade do estudo é que o cérebro aprende muito depressa a manipular as operações abstratas neste processo, mesmo que as regras sejam arbitrárias. Se não houver indicações de como um determinado dispositivo pode ser controlado só com o pensamento, ao fim de uns dias, o cérebro aprende sozinho a fazê-lo.
No desenvolvimento de neuropróteses este pormenor torna-se decisivo: elas não precisam, afinal, de ser feitas à medida de um determinado circuito neural, como se faz agora, para poderem ser controladas pelo pensamento. Pelo contrário, o cérebro consegue aprender a fazê-lo sozinho.
FONTE

Cães são assados vivos na China para consumo humano

Cães são assados vivos na China para consumo humano
Por Patrícia Tai (da Redação)

Foto: Reprodução/Animals Change
O consumo de carne de cães na China já é algo conhecido e, por si só, repugnante. A “novidade” é que os cães estão a sofrer uma morte infernal – estão sendo cozidos vivos pois se alega que isso faz com que sua carne tenha um sabor “melhor”, devido à intensa liberação de adrenalina provocada pelo estresse. Palavras são insuficientes para descrever tal atrocidade, e é importante que se faça todo o possível para salvar esses cães inocentes deste horror indescritível.
É considerada legal e aceita na China a prática de colocar cães vivos em sacos e, em seguida, colocá-los em fornos para assá-los vivos. Nós sabemos que o governo e a cultura na China têm dificuldade em ver que os animais não devem ser torturados. Na China, eles são submetidos ao impensável, desde terem suas peles retiradas enquanto vivos e conscientes, até serem espancados para que sua carne fique mais macia, além dos gatos que são fervidos vivos para a alimentação, os cães assados vivos, e muitos crimes e torturas tão graves quanto. A cultura chinesa olha para os direitos dos animais como algo passível de riso, e a única maneira de exercer pressão para a mudança seria com o boicote do turismo e do comércio por parte dos outros países, sanções estas que parecem muito distantes de serem praticadas pois os interesses comerciais ainda predominam.
Assine a petição e ajude a divulgar o assunto ao máximo nas mídias sociais, no sentido de criar conscientização e mobilização contra mais essa forma de crueldade.