domingo, 29 de julho de 2012

VIVA NOAH

CURITIBA-PARANÁ-BRASIL 
PARA QUEM É DE CURITIBA OU ESTÁ LÁ: dia 04/08 haverá um evento para doar medula. 
O banco irá até no CCABR (Colégio Curitibano Adventista do Bom Retiro) coletar sangue para fazer o teste de medula, das 14h ás 18h.
 O endereço é: Rua Lysimaco Ferreira da Costa, 980 - Bom Retiro - Curitiba - PR. 
VIVA NOAH!

Médico com leucemia vira cobaia em tratamento pioneiro contra doença


Médico com leucemia vira cobaia em tratamento pioneiro contra doença

Atualizado em  27 de julho, 2012 - 10:23 (Brasília) 13:23 GMT
Pesquisador de leucemia no laboratório
O médico Lukas Wartman conseguiu vencer a leucemia por três vezes (Foto: Washington University).
Lukas Wartman é um médico especialista em leucemia que conseguiu se recuperar da própria doença pela terceira vez após um tratamento de ponta ter encontrado nos genes dele a origem do câncer.
Ele atualmente trabalha em um hospital de St. Louis, nos Estados Unidos, e o centro de oncologia onde faz a pesquisa é referência no mapeamento do genoma e no combate à doença conhecida como câncer do sangue.
A enfermidade tem origem na medula óssea e mata mais de 250 mil pessoas por ano em todo o mundo, de acordo com dados da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer.
Ele descobriu ter leucemia pela primeira vez durante o último ano de seus estudos de medicina na Universidade de Washington, ainda em 2003, quando passou por um tratamento de quimioterapia que durou dois anos.
"Eu estava passando por momentos difíceis, estava me sentindo muito fraco e, logo depois fui diagnosticado com leucemia", lembra ele.
O então estudante já tinha grande interesse no combate ao câncer de sangue e depois de se recuperar da doença, decidiu se especializar nesta área.
"Não havia dúvidas do que fazer com a minha vida, depois que fui diagnosticado. Foi fácil se manter motivado, terminar a residência e prosseguir para uma bolsa de estudos nesta área", conta ele.

Recaídas

Alguns anos depois, ele voltou a sofrer os sintomas e, mais uma vez, se encontrou na posição de paciente.
Desta vez, a solução foi um transplante de medula óssea do seu irmão mais novo, o que o manteve saudável durante três anos, mas em 2011, a leucemia evoluiu novamente.
Dr Lukas Wartman da Universidade Washington.
O médico se empenha agora na pesquisa contra a leucemia (Foto: Washington University)
Nesta época, Wartmann trabalhava como professor de medicina na mesma universidade em que havia estudado. Ele, melhor do que ninguém, sabia que as chances de sobreviver a uma segunda recaída eram pequenas.
Na mesma época ele deu início a estudo de ponta baseado na leitura de suas próprias células saudáveis e cancerígenas.
Os pesquisadores descobriram que a causa do câncer estava na produção excessiva de uma proteína feita por uma gene saudável de Wartmann.
Foi utilizado, então, um remédio para câncer nos rins que consegue inibir esta produção de proteína e, assim, a leucemia regrediu pela terceira vez.
Os médicos estão otimistas com o tratamento que pode virar referência no combate ao câncer de sangue.
No entanto, como a experiência é inédita, ninguém sabe ao certo quais serão as consequências dos procedimentos adotados, que ainda estão em fases de teste.
Dr. Wartman, como é conhecido, voltou a conduzir o estudo, mais motivado do que nunca em busca de respostas.
O coordenador das pesquisas no laboratório, Timothy Ley, acredita que a experiência do colega é um diferencial importante.
"Ele tem uma paixão que eu nunca vi em outras pessoas que trabalharam no meu laboratório para entender a biologia da leucemia e para rapidamente pegar os resultados do que desenvolvemos no laboratório para ser testado em clínicas".
FONTE

Coca-Cola no Brasil tem 66 vezes mais chances de causar câncer


Coca-Cola no Brasil tem 66 vezes mais chances de causar câncer 
De acordo com estudo, refrigerante vendido no país é o mais 'contaminado'. Coca-Cola repetiu que o corante usado em todos os seus produtos é seguro
Fernanda Borges
Publicação: 27/06/2012 09:31 Atualização: 27/06/2012 10:18

Coca-Cola e sua rival PepsiCo tiveram que alterar a composição do corante caramelo devido a risco de câncer. Mudanças foram anunciadas em março (George Frey/REUTERS)
Coca-Cola e sua rival PepsiCo tiveram que alterar a composição do corante caramelo devido a risco de câncer. Mudanças foram anunciadas em março
Um estudo divulgado nessa terça-feira pelo Center for Science in the Public Interest (CSPI), uma organização norte-americana da área de nutrição e segurança alimentar, voltou a colocar a Coca-Cola na berlinda. O estudo mostrou que o refrigerante fabricado no Brasil tem 66 vezes mais substância suspeita de ser cancerígena do que a bebida nos Estados Unidos.
Além do Brasil, a entidade também mostrou que o refrigerante vendido em nove países, pode provocar câncer, devido à presença "alarmante" da substância 4-MEI, um subproduto do chamado caramelo 4, que dá a pigmentação às bebidas. A substância foi incluída em uma lista de agentes cancerígenos depois que pesquisa do Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos indicou a conexão entre o 4-MEI e o desenvolvimento de câncer em ratos.

A situação só é diferente no estado da Califórnia, onde a substância química praticamente foi eliminada. Segundo o CSPI, amostras da Califórnia examinadas recentemente mostravam apenas 4 microgramas de 4-MI por lata da bebida. O estado agora exige um alerta no rótulo de um alimento ou bebida se houver a chance de o consumidor ingerir mais de 30 microgramas por dia. Nas amostras brasileiras, havia 267 microgramas de 4-MI por lata. Já na Coca-Cola do Quênia, foram registrados 177 microgramas e 145 microgramas em amostras adquiridas em Washington.
Em resposta ao estudo, a Coca-Cola voltou a afirmar que a companhia já determinou aos fornecedores de corante caramelo que modifiquem o processo de fabricação do produto. A Coca-Cola também afirmou que empresa tomou a iniciativa, apesar de acreditar que não há risco para a saúde pública que justifique a alteração na composição do refrigerante. Confira o estudo na íntegra

Un fármaco contra el cáncer 'saca de su guarida' al VIH


INMUNOLOGÍA | Activa los reservorios del virus

Un fármaco contra el cáncer 'saca de su guarida' al VIH

Un laboratorio de investigación del VIH.| Ap | Jeffrey Tse Un laboratorio de investigación del VIH.| Ap | Jeffrey Tse
  • Acabar con los reservorios en los que se esconde, uno de los objetivos actuales
  • Un tratamiento contra el linfoma demuestra su utilidad en ocho pacientes
Los fármacos antirretrovirales han dado un vuelco a la esperanza de vida de los pacientes con VIH. Sin embargo, siguen teniendo una debilidad: son incapaces de detectar los reservorios de virus latentes que quedan en algunas células. Un estudio publicado en 'Nature' demuestra por primera vez en humanos que existe un fármaco capaz de hacer salir al virus de su 'escondrijo'.
En la actualidad hay al menos una docena de estudios en marcha tratando de acabar con estos reservorios, que permiten que el virus reaparezca tan pronto se abandona el tratamiento. Pero el que acaba de publicar David Margolis (de la Universidad Chapel Hill de Carolina del Norte, en EEUU) es el primero en demostrar que esta estrategia puede ser eficaz en humanos.
Concretamente, Margolis y su equipo probaron un medicamento que habitualmente se utiliza contra el linfoma (vorinostat) en ocho varones seropositivos. Y sus conclusiones demuestran que este fármaco fue capaz de desalojar el VIH de las células latentes con eficacia.
El problema, como explica a ELMUNDO.es José Alcamí, director del Laboratorio de Inmunopatología del Sida del Instituto de Salud Carlos III de Madrid, es que en el ensayo no se ha logrado demostrar el siguiente paso que permitiría ser optimista al cien por cien: "No han comprobado si, además de activar los reservorios del virus, logra también eliminar definitivamente a esas células".
Es decir, sería necesaria una estrategia combinada para 'sacar' el virus de su guarida y, posteriormente, lograr que la célula en la que se ha insertado muera definitivamente. "Pero para ello sería necesario tomar muestras de sangre de los pacientes y hacer un recuento de las células infectadas, antes y después del tratamiento".
El VIH persiste en el organismo a pesar del tratamiento gracias a que es capaz de integrar su ADN en el genoma de algunas células, que no expresan ninguna proteína viral y, por tanto, pasan desapercibidas para el sistema inmunitario. Cuando estas células 'despiertan' (por ejemplo, porque el paciente abandona su medicación), ponen en marcha de nuevo el ciclo vírico, generando más proteínas capaces de infectar nuevas células y permitir de nuevo el avance de la infección.
A pesar de estas cautelas, Alcamí señala que gran parte de la investigación para lograr erradicar el VIH del organismo pasa en la actualidad por acabar con los reservorios. Como señala en un comentario en la misma revista 'Nature' Steven Deeks (de la Universidad de California San Francisco), los tratamientos antirretrovirales son efectivos, "pero carecemos de los recursos para hacerlos llegar a toda la población que los necesita y los debe tomar durante décadas". Según los datos de Onusida, la mitad de los pacientes que necesitan antiretrovirales en el mundo tienen acceso a la medicación (unos ocho millones de personas).
Esta carencia de recursos es lo que está haciendo a la comunidad científica buscar un acercamiento que logre erradicar el virus del organismo y permita a los pacientes vivir sin medicación. Deeks señala en su comentario la importancia de este hallazgo aunque reconoce que, "como cualquier avance que funciona por primera vez en humanos", abre más interrogantes que habrá que ir resolviendo en el futuro.
A su juicio, este hallazgo es tan importante como cuando se descubrió por primera vez que la AZT (zidovudina) lograba reducir la replicación del virus en el organismo. "Aunque eran resultados preliminares, demostró que era posible y abrió la puerta a toda una nueva generación de antirretrovirales, como ahora esperamos que este hallazgo forme parte de una estrategia combinada capaz de acabar con la infección".
FUENTE

Negros impedidos de casar em igreja frequentada por brancos nos EUA


Negros impedidos de casar em igreja frequentada por brancos nos EUAFoto de Arquivo  (foto AP)

Por Redação 
Mais um caso de racismo que está a gerar polémica nos Estados Unidos. Andrea e Charles Wilson, dois negros, foram impedidos de casar numa igreja Baptista, em Cristal Springs, no Mississipi, devido à sua cor de pele.
O casamento foi marcado com antecedência, mas na véspera da cerimónia, o pastor informou os noivos de que não seria possível efetuar o casamento, porque este não foi bem aceite pelo resto da comunidade, composta por brancos.
Segundo estes, desde a existência do templo, 1883, nunca houve ali nenhum casamento de pessoas negras e isso seria para manter.
O pastor, Stan Weatherford, que chegou a ser ameaçado de despedimento, acabou por casar os noivos numa igreja «cujos fiéis» são maioritariamente negros e situada na mesma rua da outra que os recusou.
A congregação branca começou um círculo de reuniões para decidir o que fazer se surgirem novos pedidos de casamento de casais negros ou mistos.
00:29 - 30-07-2012

¿Quiénes tienen más memoria, los perros o los gatos?


¿Quiénes tienen más memoria, los perros o los gatos?

Última actualización: Sábado, 28 de julio de 2012
Cada semana, la revista BBC Focus resuelve algunas dudas de sus lectores. A continuación, una selección de respuestas para curiosos.

¿Quiénes tienen más memoria, los perros o los gatos?

Gato y perro
En realidad, ambas especies tienen memorias diferentes, por lo que es difícil determinar cuál es superior.
Los perros son más fáciles de entrenar que los gatos, pero eso se puede deber a que evolucionaron para cazar en manada, cooperar con otros perros y seguir a un líder.
Su memoria requiere ser constantemente reforzada porque, en caso contrario, olvidan rápidamente. Pero pueden sentirse recompensados, al igual que los niños, con solo darles un poco de atención.
La evolución de los gatos se orientó hacia la cacería solitaria y ellos son mucho más desconfiados. Pueden ser entrenados, como los perros, pero a diferencia de ellos carecen del deseo de complacer y exigen una recompensa específica, como comida.
Existe evidencia de que los gatos pueden recordar eventos específicos más tiempo que los perros, pero ambas especies tienen una memoria excelente para recordar lugares y personas, lo que les permite elaborar complejos mapas mentales de sus hábitats y encontrar el camino de regreso a casa.

¿Por qué la menopausia genera arrebatos de calor?

Estos arrebatos son el resultado de complejos cambios hormonales que aún son investigados.
La menopausia comienza cuando los ovarios producen menos estrógeno. Esto afecta a otras hormonas, incluyendo un aumento en el nivel de gonadotrofinas secretadas por la glándula pituitaria.
Las gonadotrofinas están involucradas no solo en la reproducción sino también en la regulación de la temperatura, por lo que este desbalance hace que el hipotálamo en el cerebro actúe para reducir la temperatura corporal: sudando más, acelerando el ritmo cardíaco y dilatando los vasos sanguíneos, lo que contribuye a que la piel se enrojezca.
Lo súbito del proceso puede generar mareos y náuseas, pero el efecto más común es sentirse acalorada.

¿Por qué nos refregamos los ojos cuando estamos cansados?

Ojos cansados
Los ojos cansados se vuelven secos y refregarnos los mismos estimula las glándulas lagrimales que producen así más fluidos.
El cansancio también hace que cerremos los ojos, por lo que otra razón de llevarnos los dedos hacia ellos puede ser para mantenerlos abiertos.
Por último, existe una conexión entre los músculos que mueven los ojos y el corazón.
Cuando estos músculos son estimulados, un reflejo hace que el corazón funcione más lento, lo que puede generar un efecto relajante si uno está muy cansado.

¿Pueden los tiburones nadar en agua dulce?

La mayoría no puede, pero hay cinco especies en la familia de los glyphis que se han adaptado a la vida en los ríos de India y el sudeste asiático.
El tiburón-toro es capaz de moverse entre agua dulce y agua salada ajustando la concentración de urea y óxido de trimetilamina en su sangre.
El proceso no es instantáneo, le toma al tiburón algunos días lograr el cambio mientras se mueve de arriba a abajo en el estuario.
FUENTE

En EE.UU. cargar condones "puede ser prueba" de prostitución


En EE.UU. cargar condones "puede ser prueba" de prostitución

Última actualización: Domingo, 29 de julio de 2012
Condón
Portar condones no es ilegal en EE.UU. pero activistas acusan a la policía de usarlos como prueba de prostitución.
La organización humanitaria internacional Human Rights Watch (HRW) emitió un informe crítico de las medidas practicadas por la policía de las cuatro principales ciudades en Estados Unidos que utiliza la posesión de condones como prueba para sustanciar acusaciones de prostitución.
La ONG sostiene que esta política socava los esfuerzos de las admnistraciones locales y el gobierno federal para controlar el contagio de VIH/SIDA, pone en riesgo la vida de muchos y amenaza los derechos de los trabajadores sexuales; la comunidad de lesbianas, gays, transexuales y bisexuales (LGTB, por sus siglas en inglés); trabajadores sociales e inmigrantes.
Human Rights Watch instó a las autoridades legislativas a promulgar leyes que prohíban considerar la posesión de preservativos como evidencia en casos de prostitución y delitos relacionados.
La Policía Metropolitana de Washington DC, una de las ciudades mencionadas en el estudio, aseguró que sólo detiene a personas si hay causa justa y negó que sus acciones estuvieran promoviendo el contagio del VIH/SIDA.

Criterios selectivos

A partir de más de 300 entrevistas, Human Rights Watch documentó en Nueva York, Los Ángeles, San Francisco y Washington DC cómo la policía y la fiscalía de estas ciudades utiliza la presencia de condones para respaldar sus acusaciones de prostitución.
Los entrevistados incluyeron trabajadores sexuales, activistas comunitarios, abogados, defensores de los derechos civiles, policías, fiscales y funcionarios de la Salud.
La investigación concluyó que a menudo los uniformados detienen y revisan a personas para saber si portan condones tras haberlos interceptado solo en base a criterios selectivos como la apariencia física, el tipo de vestimenta que traen y el lugar por donde se desplazan.
"Sugerir que la policía está contribuyendo al contagio de sida es injusto"
Comunicado de la Policía Metropolitana de Washington DC
Este tipo de detención es considerada ilegal en EE.UU. por ir en contra de los principios del derecho humano. HRW también sostiene que buscar protegerse de enfermedades de transmisión sexual con el uso de un condón es otro derecho fundamental que se está violando.
HRW resalta la ironía de que las medidas policiales anulan la efectividad de multimillonarios programas para distribuir y promover el uso de condones como un método efectivo de prevención del VIH entre los grupos expuestos a un mayor riesgo de infección.
Estos incluyen a los trabajadores sexuales y la población de jóvenes lesbianas, gay, bisexuales y transexuales (LGTB) que, dice el informe, tienen temor de portar preservativos por miedo a ser acosados por la policía. La consecuencia son relaciones sexuales sin protección.

¿Cuántos condones?

Megan McLemore
Megan McLemore expresó que HRW responsabilizará a las autoridades de las consecuencias de sus medidas.
Los trabajadores sexuales y las mujeres transexuales corren grandes riesgos de exponerse a la infección de VIH.
"En las cuatro ciudades estudiadas la consecuencia ha sido la misma: los trabajadores sexuales están más reacios a llevar condones", expresó a la BBC Megan McLemore, especialista en Salud y Derechos Humanos de HRW.
McLemore añadió que el hostigamiento de los agentes genera información errónea y rumores entre los trabajadores sexuales de que los condones son ilegales. No lo son.
En esto coincide el Departamento de la Policía Metropolitana de Washington DC en un comunicado enviado a BBC Mundo.
"Toda persona, incluyendo los trabajadores sexuales, tiene el derecho a protegerse. Toda persona, incluyendo los trabajadores sexuales tiene el derecho a la vida"
Megan McLermore, Human Rights Watch
"No hay prohibición contra la posesión de condones, la gente puede llevar el número que desee", dice el comunicado de la policía. "El departamento detiene a personas cuando hay una sospecha razonable y las requisa si hay causa justa".
Sin embargo, la funcionaria de HRW dice que la organización no ha podido recibir una respuesta concreta de cuántos condones se pueden portar legalmente.
Dice además, que las mujeres transexuales son especialmente percibidas como trabajadoras sexuales, así lo sean o no, y expuestas a más detenciones y hostigamiento.
"Las trabajadoras sexuales y mujeres transexuales tienen un índice altísimo de infección de VIH, se estima en 30%", explicó. "Son objeto de programas de Salud de estas ciudades y del gobierno federal así que la policía debería estar ofreciéndoles condones".
Megan McLemore fue enfática: "Toda persona, incluyendo los trabajadores sexuales, tiene derecho a protegerse. Toda persona, incluyendo los trabajadores sexuales, tiene el derecho a la vida".
Manifestó que retirarle a esta comunidad vulnerable uno de los pocos elementos de protección "no es aceptable" y que HRW responsabilizaría a las autoridades pertinentes.
Por su parte, el comunicado de la Policía Metropolitana de Washington tildó el informe de HRW de estar mayormente basado en anécdotas en lugar de hechos concretos.
"Sugerir que la policía está contribuyendo al contagio de SIDA es injusto", concluyó.

Comunidades vulnerables

Bamby Salcedo
Bamby Salcedo dice que la comunidad transexual latina es especialmente hostigada.
No obstante, las mujeres transexuales siguen sintiendo temor frente a su situación y a la relación con las autoridades.
Bamby Salcedo, una latina transexual y activista, manifestó a BBC Mundo que personas como ella no tienen otra opción que ser trabajadoras sexuales por la falta de oportunidades que hay.
"Nuestra pobreza, bajos niveles de educación y el estigma social contra las transexuales latinas nos fuerzan al trabajo sexual", afirmó. "Para protegernos necesitamos los condones y esos los está usando la policía para encarcelar a nuestra comunidad".
"Todo esto contribuye a que la gente piense que puede discriminar contra la comunidad transexual, particularmente la comunidad latina 'trans'. Nosotros tenemos derechos como todos los ciudadanos", afirmó.
"Nuestra pobreza, bajos niveles de educación y el estigma social contra las transexuales latinas nos fuerzan al trabajo sexual"
Bamby Salcedo, transexual latina y activista
No son únicamente las personas vinculadas al trabajo sexual las que pueden ser víctimas del acoso policial.
"Un joven que esté preparado para una cita con su novia podría caer si tiene un condón en el bolsillo", comentó en rueda de prensa Andrea Ritchie, una abogada que cubre casos de mala conducta en la policía.
Ritchie añadió que el 80% de las detenciones suceden contra personas de color y latinos, lo que hace que los inmigrantes hispanos corran el riesgo de ser deportados si, bajo el pretexto de los condones, son acusados de ejercer la prostitución.
Aprovechando que la Conferencia Internacional sobre el Sida que se realizó recientemente en la capital de Estados Unidos, Human Rights Watch lanzó una serie de recomendaciones a las autoridades para que se eliminen las leyes que permiten usar los preservativos como evidencia en casos de prostitución.
Extendieron el llamado al gobierno federal, que otorga millones de dólares a las ciudades en cuestión para prevenir la transmisión del VIH teniendo en cuenta que el uso de preservativos es parte de la Estrategia Nacional contra el VIH/SIDA.
FUENTE

Primeiro caso humano de doença até agora animal

Míase por Hypoderma sinense

Primeiro caso humano de doença até agora animal

por Lusa, editado por Ricardo Simões FerreiraHoje

O primeiro caso de infeção humana por larva da mosca (míase) do género Hypoderma sinense foi diagnosticado no hospital Carlos III de Madrid, segundo um comunicado divulgado pela agência noticiosa EFE.
Registado na revista científica Journal Travel Medicine, o caso diz respeito a um homem espanhol, de 34 anos, que viajou para a zona montanhosa no Norte da Índia, Ladakh, onde são habituais as infeções em animais.
Os casos humanos de míase apenas ocorrem quando as larvas recém nascidas na pele dos animais entram em contacto com a pele das pessoas.
A infeção é confundida muitas vezes com as provocadas por parasitas e, por isso, o Hospital Carlos III contou com a colaboração da Universidade de Bari (Italia), a Faculdade de Veterinária de Santiago de Compostela e com o Centro Nacional de Microbiologia.
No caso descoberto, o tipo de larvas provocou ao homem tumores em diversas partes do corpo, causando dor intensa e inflamações, e poderia chegar ao sistema nervoso central.
FONTE

John Huss


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Martinho Lutero


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quinta-feira, 26 de julho de 2012

1º Hospital Público Veterinário conseguido por Tripoli está em funcionamento


1º Hospital Público Veterinário conseguido por Tripoli está em funcionamento  
Animais
Sex, 20 de Julho de 2012 13:07
Cães e gatos já estão sendo atendidos gratuitamente no 1º Hospital Público Veterinário do Brasil, implantado em São Paulo graças à emenda no orçamento feita pelo Vereador Roberto Tripoli (PV-SP), que também fez inúmeras gestões para que a Prefeitura concretizasse essa antiga luta do movimento de proteção animal. O equipamento localiza-se na Rua Professor Carlos Zagotis, 3, no Tatuapé (fones 2667-7795 / 2667-7804).
O hospital proporciona, sem ônus para os proprietários dos animais e também para protetores que socorrem cães e gatos abandonados e maltratados, consultas, cirurgias, medicações, curativos, exames laboratoriais – incluindo hemogramas, bioquímicos e sorologias, eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom, radiografias. O equipamento conta ainda com UTI – Unidade de Terapia Intensiva.
A Prefeitura implantou o hospital a partir de convênio com a Anclivepa-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais – São Paulo), responsável por equipar e gerir o equipamento. A verba inicial conseguida no orçamento municipal de 2012 pelo vereador Tripoli foi de R$ 10 milhões, mas nesse primeiro ano serão aplicados R$ 7,2 milhões no hospital (somente atendimento e procedimentos, pois os equipamentos foram comprados pela Anclivepa).
Conforme despacho da Secretaria da Saúde no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, publicado em 28 de junho de 2012, o convenio foi autorizado nesse valor. A Anclivepa-SP contará com um repasse mensal de até R$ 600 mil. Segundo a entidade de médicos veterinários explica, os pagamentos por parte da Secretaria da Saúde serão feitos mediante comprovação dos atendimentos, dentro desse limite.
Milhares de animais serão salvos
Tripoli explica que essa luta foi árdua e a participação das ONGs foi fundamental. “A medicina veterinária avançou muito, mas infelizmente cães e gatos de famílias de baixa renda ainda morrem devido a doenças e ferimentos relativamente banais. Sem tratamento, esses males agravam-se provocando muito sofrimento e levando a óbito”, observa o vereador ambientalista.
O parlamentar lembra ainda: “com o hospital público, vamos mudar essa triste realidade e salvar milhares de cães e gatos. A maior cidade do país devia essa conquista aos animais”. Tripoli frisa que “o hospital também é uma conquista para a saúde pública, pois esses animais vivem em estreito contato com as famílias”.
Núcleo de Bem-Estar, outra vitória
O restante da verba conseguida pelo vereador no orçamento (R$ 2,8 milhões) será repassada para a conclusão de outra importante obra: o Núcleo de Bem-Estar que vem sendo construído em terreno do Centro de Controle de Zoonoses. Essa obra chegou a ficar paralisada, por problemas com a empresa ganhadora da licitação. Resolvida essa pendência, nova licitação será feita ainda este ano, e a obra finalmente poderá ser concluída, conforme já anunciou a Secretaria da Saúde.
O núcleo é parte de um novo conceito relativo ao atendimento de cães e gatos abandonados na cidade de São Paulo. O CCZ continuará cuidando de zoonoses, enquanto no núcleo os animais poderão ser tratados, recuperados e colocados para doação. A construção prevê inclusive espaço de jardins onde as pessoas interessadas em adotar poderão estreitar o contato com o animal escolhido.
(Texto e fotos: Regina Macedo / jornalista ambiental)

Camisa é capaz de monitorar a saúde de pacientes com doenças crônicas

Camisa é capaz de monitorar a saúde de pacientes com doenças crônicas
Camisa é capaz de monitorar a saúde de pacientes com doenças crônicas
Um novo sistema, baseado em uma leve camisa equipada com sensores que monitoram a frequência cardíaca, a respiração e a atividade física de seus usuários promete trazer benefícios para quem sofre com doenças crônicas. Financiado pela União Europeia, a iniciativa visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes, colaborando ainda para reduzir despesas com saúde.
Desenvolvido a partir de um consórcio de 14 pesquisadores de 8 países europeus, o sistema faz parte do projeto denominado Chronious e tem como coordenador o cientista Roberto Rosso.
Criado com a intenção de acompanhar a rotina de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doença renal crônica (DRC), o sistema conta com o diferencial de poder ser adaptado para realizar o monitoramento de uma variedade de outros problemas.
Utilizada ao lado de dispositivos externos, como glicosímetro, monitor de pressão arterial, espirômetro e sensor de qualidade do ar, por exemplo, a camisa é responsável por emitir dados através de dispositivos móveis, como smartphones ou PDAs. Esses aparelhos, por sua vez, transmitem as informações para serem analisadas por meio de softwares de processamento inteligente de dados, acompanhados pela equipe que presta cuidados ao paciente.
Camisa é capaz de monitorar a saúde de pacientes com doenças crônicas Camisa é capaz de monitorar a saúde de pacientes com doenças crônicas
Em especial para pacientes com doença renal crônica, os criadores da camisa desenvolveram ainda um programa que permite realizar o monitoramento de sua alimentação, facilitando o trabalho dos médicos.
A grande vantagem da iniciativa é que todos os dados coletados são altamente precisos, sendo atualizados todos os dias, à medida que o paciente continua levando sua rotina normalmente. O resultado se apresenta em forma de dados analisados de forma inteligente, permitindo um maior entendimento acerca dos sintomas e progressos de cada caso.
Com a camisa, a expectativa é que se torne mais fácil elaborar e ajustar tratamentos, de acordo com a necessidade individual de cada paciente, reduzindo em até 30% o número de visitas ao hospital para realização de check-ups e exames. O projeto, portanto, mostra-se um facilitador especialmente à vida de pacientes idosos.
FONTE

Con una app ahora puedes hacer una llamada a larga distancia y gratis

Con una app ahora puedes hacer una llamada a larga distancia y gratis

No hace mucho, a la hora de hacer una llamada de larga distancia, pensabamos inmediatamente en una línea fija con sólo algunas opciones de tarifas.
Hoy en día puedes llamar a cualquier parte del mundo a través de teléfonos y dispositivos móviles y desde computadoras con software y aplicaciones que ofrecen todo tipo de precios.
Samuel Burke nos cuenta sobre las actualizaciones de Viber, una aplicación que tiene una característica particularmente atractiva y es gratis.
FUENTE

Groenlandia se derrite en tiempo récord

Groenlandia se derrite en tiempo récord
(CNNEspañol.com) – La superficie de la capa de hielo que cubre Groenlandia se derritió este verano más rápidamente que ninguna otra vez en los últimos 30 años, cuando se iniciaron las observaciones vía satélite de la zona, según la NASA.
En promedio, cerca de la mitad de la superficie de la capa de hielo de Groenlandia se derrite de forma natural en verano y luego se convierte a sólido de nuevo, de manera natural. Pero este año la zona experimentó cierto grado de fusión en su superficie, de acuerdo con las mediciones de tres satélites independientes analizadas por los científicos de la agencia espacial estadounidense.
“La capa de hielo de Groenlandia es una vasta área con una variedad histórica de cambios. Este evento, combinado con otros fenómenos naturales, pero poco frecuentes, tales como el desprendimiento del glaciar Petermann, son parte de una historia compleja”, señaló Tom Wagner, director del programa de Criósfera de la NASA en Washington.
De acuerdo a la información de los satélites, un 97% de la superficie de hielo se ha derretido a mediados de julio.
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Un brote de hepatitis C causado por un técnico médico alerta a EE.UU.

Un brote de hepatitis C causado por un técnico médico alerta a EE.UU.
Por Joe Sterling, Elizabeth Cohen y William Hudson
(CNN) — Los hospitales de al menos ocho estados de Estados Unidos quieren saber cuántos cientos o miles de pacientes entraron en contacto con un técnico de laboratorio acusado de esparcir hepatitis C.
El hombre, David Kwiatkowski, tiene la enfermedad, la cual se transmite a través de sangre contaminada, la mayoría de las veces al compartir jeringas.
Las autoridades dicen que el originario de Michigan se inyectaba con analgésicos destinados a los pacientes cuando trabajaba en el hospital Exeter y dejaba las agujas para su reutilización.
El hombre fue arrestado este mes en New Hampshire por estar relacionado con la propagación de la enfermedad en el hospital Exeter y se le imputaron cargos por obtener sustancias controladas a través del fraude y alteración de un producto del consumidor, según una declaración archivada en la corte federal. Además, es sospechoso de robar Fentanyl, un poderoso analgésico que es sustancialmente más potente que la morfina, agrega la declaración.
Unos 30 pacientes de Exeter fueron diagnosticados con la misma cepa de hepatitis C que Kwiatkowski. Ahora, las autoridades investigan que la epidemia no se haya esparcido más allá de Nueva Inglaterra.
Kwiatkowski, de 33 años, trabajó como técnico médico con contratos base para hospitales de Arizona, Georgia, Kansas, Maryland, Michigan y Nueva York en los últimos cinco años. Los hospitales y las autoridades de la salud de esos estados lo confirmaron. El fiscal de New Hampshire afirma que también trabajó en Pensilvania.
Las autoridades piden a los pacientes que pudieron haber estado en contacto con este hombre se realicen las pruebas para detectar la enfermedad.
Kwiatkowski dijo a las autoridades que descubrió que tenía hepatitis C en mayo de 2012, pero las investigaciones posteriores revelaron que resultó positivo en junio de 2010 en una prueba.
La hepatitis C es considerada uno de los virus de hepatitis más serios. Típicamente es asintomático y no es detectado hasta que hay un daño en el hígado.
El departamento de salud de Nueva Hampshire ha pedido que se realicen las pruebas a todo aquel que haya sido atendido en los quirófanos y cuidado intensivo en Exeter entre el 1 de abril de 2011 y el 25 de mayo de este año.
Son las dos áreas que Kwiatkowski visitó durante sus “trabajos de rutina para transportar pacientes, pero no estaba involucrado en procedimientos o cuidado del paciente”, informó el hospital Exeter en un comunicado.
El hospital informó que “hay una posibilidad extremadamente pequeña de que alguien fuera de la Unidad de Cateterismo Cardíaco sea diagnosticado con la misma cepa de hepatitis C que está genéticamente ligado a Kwiatkowski”.
El hospital se ofreció a realizar las pruebas incluso a quienes no hayan sido atendidos ahí en lo que se aclara la investigación.
Según las investigaciones, las autoridades han confirmado que Kwiatkowski trabajó como técnico en radiología y cateterismo cardíaco en los siguientes lugares:
Hospital Oakwood en Trenton, Michigan, de enero a septiembre de 2007
Hospital Saint Francis en Poughkeepsie, Nueva York, de noviembre de 2007 a febrero de 2008
Centro Médico para Veteranos en Baltimore, de mayo de 2008 a noviembre de 2008
Hospital Southern Maryland en Clinton, Maryland, de diciembre de 2008 a febrero de 2009
Hospital Johns Hopkins, Baltimore, de julio de 2009 a enero de 2010
Hospital General de Maryland en Hays, Kansas, de enero de 2010 a marzo de 2010
Centro Médico Hays, Kansas, de mayo de 2010 a septiembre de 2010
Centro Médico Houston en Warner Robins, Georgia, de octubre de 2010 a marzo de 2011
Las autoridades también investigan si trabajó en el condado de Maricopa, en Arizona.
El Centro de Control de Enfermedades de Estados Unidos ha ofrecido ayuda a los estados para enfrentar la investigación, mientras que varias instituciones se han encargado de revisar los casos potenciales en los que los pacientes pudieran haber tenido contacto con Kwiatkowski.
Kwiatkowski fue arrestado a principios de este mes en un hospital de Massachusetts donde había sido tratado. Está detenido en el condado de Strafford, New Hampshire y en caso de ser encontrado culpable enfrentaría una pena de 20 años de prisión.
Jennifer Bixler y John Bonifield contribuyeron con este reporte
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Voluntária portuguesa na fronteira Turquia-Síria

"Refugiados contam histórias de famílias destruídas"

por Patrícia Viegas
Refugiados sírios num campo da província de Kilis, na fronteira entre a Turquia e a Síria
Refugiados sírios num campo da província de Kilis, na fronteira entre a Turquia e a Síria Fotografia © Reuters

Numa altura em que tanto os rebeldes como as forças de Bachar Al-Assad se preparam para uma batalha de grande envergadura em Aleppo, Norte da Síria, do outro lado da fronteira, na Turquia, milhares de refugiados procuram fugir à onda de violência que varre o país e trazem consigo histórias tristes para contar.

"As pessoas contam histórias sobretudo de famílias destruídas. Quase toda a gente perdeu alguém nesta guerra e algumas pessoas que não participaram na guerra, ou seja, que não apoiaram nem o Exército sírio nem a oposição síria estão agora numa situação que é algo delicada", conta ao DN Mafalda Revés, uma portuguesa que se encontra em Gaziantep, na Turquia, a 60 Km da Síria, como voluntária da Gaziantep Trainning and Youth Association.
Os relatos que transmite são os que lhe foram trazidos por dois colegas que visitaram o campo de refugiados sírios de Kilis, onde atualmente vivem já cerca de 12 mil pessoas, quatro mil das quais são crianças, precisa. "Hoje seria a minha primeira visita ao campo mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco enviou um comunicado para a administração de todos os campos aconselhando os estrangeiros a cessarem lá os seus trabalhos até ao final da semana. Não fui. Agora depois de a minha associação ter falado com o governador de Kilis e ele ter feito uns telefonemas as atividades vão continuar e irei lá na próxima quinta-feira à tarde. Segundo os relatos dos meus colegas que já lá foram algumas pessoas estão a usar também o campo como plataforma de descanso, ou seja, lutam com a oposição durante alguns dias e depois regressam ao campo para alimentação e descanso".
Formada em Ciência Política e Relações Internacionais, Mafalda Revés nota que "a tensão entre Ancara e Damasco está a aumentar. O Governo turco fechou a fronteira ao tráfico comercial, no entanto, os refugiados podem continuar a entrar no país, mas a Turquia parece estar no seu limite. Como não se sabe como vai evoluir a situação, Ancara quer jogar pelo seguro e não ter estrangeiros no terreno em risco". Voltando a citar os relatos que lhe foram chegando pelos colegas, a jovem voluntária portuguesa confirma que a maioria dos refugiados de Kilis são provenientes de Aleppo: "A ideia comum é que neste preciso momento é impossível voltar atrás, já não há ponto de retorno, o regime, mais tarde ou mais cedo, vai cair. Chegam notícias de fortes bombardeamentos diários e de cidades completamente destroçadas".
Do outro lado da fronteira, onde os rebeldes controlam já alguns sectores da cidade de Aleppo, centenas de opositores do regime de Assad preparam-se para uma ofensiva maior do Exército sírio, constatou Bülent Kilic, jornalista da agência noticiosa AFP. A mesma que hoje citou, a partir de Damasco, uma fonte da segurança síria a anunciar para amanhã e sábado "uma contra-ofensiva generalizada" em Aleppo.
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Quem faz a moral?

Quem faz a moral?
Conversava com um grupo de universitários sobre a inversão dos valores em nossos dias; aí, um deles se levantou e protestou: “Isso depende da cabeça de cada um, ninguém tem o direito de fazer a moral para ninguém, cada um é responsável por seus atos.”
Estou falando de amor livre, homossexualismo, aborto, drogas, entende? E, nesse terreno, será verdade que cada um é dono de seus atos? O que é imoral? Quem determina os valores morais? O padre, o pastor, os pais, cada um? Como funciona esse assunto? Os valores morais mudam com o tempo, de uma geração para outra, de uma cultura para outra?
Ao longo da História, o homem tentou várias vezes criar a moral para si mesmo. A frase “Eu sei o que é bom para mim” não é de hoje. Sempre foi assim. O homem sempre tentou mudar as regras do jogo, modificar os princípios de comportamento, criar um novo código moral que se adapte a seu modo de ser e de pensar.
O trágico de tudo é que, por mais que a pessoa tente justificar seu comportamento, não consegue eliminar o complexo de culpa que se segue, de modo quase automático aos atos imorais. Por mais que o indivíduo diga para si próprio ‘é um barato’, ‘vamos nessa’, ‘é chocante’ ou ‘tá legal’, a verdade é que ele continua se angustiando e se sentindo culpado, embora nem sempre saiba por quê. Aí aparecem os desencontros com ele mesmo e com as pessoas com quem se relaciona. A vida se complica e se torna uma confusão.
Deus é soberano, e, na soberania de Seu amor, é Ele quem determina o que é bom e o que é mau. O que é certo e o que é errado. E faz isso por amor, repito.
O ser humano é livre, meu querido ouvinte. Livre para aceitar os princípios morais que Deus estabeleceu para protegê-lo ou livre para rejeitar esses princípios. Livre para ouvir ou deixar de ouvir. Livre para aceitar o que Ele determinou como certo ou para seguir seu próprio caminho. O que Deus não permitiu é o homem escolher o caminho errado e chamá-lo de certo. Fazer a moral não é atribuição da criatura. É Deus quem faz a moral, porque Ele é amor, e a moral que realmente vale é a que tem origem no amor.
(Alejandro Bullon)
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Falência da Grécia ameaça UE e euro


Cresce tensão na Grécia com a chegada dos credores.

Falência da Grécia ameaça UE e euro

(Foto: DonkeyHotey)
Cresce a tensão na Grécia às vésperas da chegada da nova missão dos credores internacionais (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), que irá inspecionar o cumprimento das reformas econômicas no país. Os políticos e a mídia se manifestam cada vez menos preocupados com as consequências de uma possível retirada da Grécia da zona do euro, principalmente na Alemanha.
Uma falência da Grécia acarretaria graves problemas para a Europa, mas estes são banalizados por várias pessoas envolvidas na questão. Esta afirmação foi feita na segunda-feira (23) pelo economista holandês Nick Kounis, do banco ABN Amro, em entrevista à agência de notícias holandesa ANP.
“Uma saída da Grécia da zona do euro é assutadora. As consequências indiretas são enormes e difíceis de serem controladas”, mas, o que eu acho mais assutador ainda é o fato de os políticos não terem noção deste perigo”, disse Kounis.
Caso os empréstimos à Grécia sejam congelados  e o país decida sair da zona do euro, todo o sistema da moeda única europeia ficará na corda bamba, alertou o economista holandês, ressaltando ainda que “os mercados não mais verão o euro como uma união monetária, mas, no máximo, como um sistema de taxas de câmbio fixas. Se este sistema pode ser desfeito uma vez, quem garante que não acontecerá novamente? Desta forma, não só a Espanha corre perigo, mas também a Itália voltará a estar na mira dos mercados financeiros”
Na semana passada, o ministro alemão da Economia, Philip Röster,  sugeriu que uma possível saída da Grécia da zona do euro não representa nenhuma tragédia para os mercados financeiros. A mídia alemã chegou até mesmo a dizer que tanto o FMI como a Alemanha não veem mais vantagens em fornecer empréstimos à Grécia.
Para o economista Kounis,  os acordos têm como objetivo pressionar o governo grego. Este adiou novas medidas de austeridade e agora tem de, a curto prazo, arregaçar as mangas e tentar o país da falência.
Já se tornou claro que a Grécia não tem condições de satisfazer a todas as exigências do programa de recuperação financeira, disse Nick Kounis. “Mas este fato não precisa desembocar numa retirada da Grécia. É preciso se perguntar o que o governo grego pode fazer. Parece ser inevitável a amortização dos empréstimos gregos, pelo menos enquanto os credores acreditarem na boa vontade do governo da Grécia de realizar as mudanças necessárias.
Para se chegar a uma solução da crise da dívida europeia,  é indispensável uma união fiscal, com a qual os países-membros da zona do euro possam dividir parte de suas dívidas, declarou Kounis. Ainda segundo ele,  “pensa-se nos meios políticos que a Europa ainda tem muitos anos para formar uma união financeira, mas, a pergunta é: quantos danos poderemos incorrer neste meio tempo?”
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70.000 cristãos estão em campos de concentração na Coreia do Norte


70.000 cristãos estão em campos de concentração na Coreia do Norte

Os crentes são considerados "ameaça à segurança nacional"
por Jarbas Aragão
70.000 cristãos estão em campos de concentração na Coreia do Norte
Quando Kim Jong Un sucedeu seu pai, Kim Jong Il, a comunidade internacional esperava que a Coreia do Norte diminuísse ou eliminasse de vez uma série de restrições para os cidadãos do país. A posse de Kim Jong II como ditador foi marcada por intensa perseguição e execuções dos cristãos e quando Kim Jong Un assumiu, o mesmo não se repetiu, passando uma mensagem de esperança de um futuro de tolerância no país.
De fato, proibições sobre alimentos ocidentais, como pizza e batatas fritas, e as restrições ao uso de telefones celulares, por exemplo, chegaram ao fim, explica Ryan Morgan, analista do International Christian Concern.
“O novo governante foi mostrado na televisão estatal, sorrindo estranhamente e visitando um parque de diversões”, disse Morgan.
No entanto, os habitantes dessa nação comunista isolada não possuem nenhuma evidência de qualquer melhoria na condição da igreja perseguida. “Não ouvimos qualquer relato de melhora para os cristãos no país e não temos motivos para acreditar que alguma coisa mudou”, revela.
“O regime norte-coreano ainda tem mais de 70.000 cristãos aprisionados em campos de concentração”.
Morgan explicou que um cristão fiel e toda sua família podem ir para a prisão por toda a vida apenas pelo “crime” de possuir uma Bíblia. O analista diz ainda que um recente relatório da Comissão Sobre a Liberdade Religiosa Internacional afirma que o regime norte-coreano está cada vez mais tratando as crenças religiosas como “ameaças potenciais à segurança do país”.
O relatório diz que o regime oferece recompensas para quem fornecer informações que levem à prisão de pessoas envolvidas na distribuição de literatura cristã. O ministério Portas Abertas relata que a segurança nas fronteiras com a China e a Coreia do Sul não é mais a responsabilidade do exército.
“O serviço secreto assumiu a responsabilidade de guardar as fronteiras. Eles pegam os contrabandistas e os forçam a espionar as redes de cristãos na China, especialmente aquelas que ajudam os refugiados”, disse um representante do Portas Abertas.
Os crentes na Coreia do Norte continuam sendo extremamente cuidadosos por causa da perseguição, mas afirmam estarem mais preocupados com seus ministérios do que com o novo ditador. “Os cristãos prestam atenção em Kim Jong Un, mas estão mais preocupados em fazer a obra de Deus”, disse a fonte. “Nosso trabalho não tem sido afetado por estas novas resoluções”. O Portas Abertas indica que a Coreia do Norte ainda está em primeiro lugar na lista dos maiores perseguidores dos cristãos no mundo.
“Acredita-se que pelo menos 25% dos cristãos estejam definhando em campos de trabalho forçados por que se recusaram a adorar o fundador da Coreia do Norte, Kim II-Sung [avô do atual líder].
Qualquer forma de adoração a outra pessoa além do ‘Grande Líder’ (Kim II-Sung) e do “líder supremo”(Kim Jong-II) é visto como traição. Cristãos norte-coreanos são frequentemente presos, torturados ou até mortos por sua fé em Jesus Cristo”, afirma o relatório da organização.
“Metade da população vive no norte, perto da China, onde existe a maior redes de igrejas subterrâneas. Em todo o país, cerca de dez milhões de habitantes estão desnutridos, com milhares de pessoas sobrevivendo apenas comendo grama e cascas de árvore”, finaliza o Portas Abertas.
Traduzido de WND

Medicina é passaporte para brasileira na Faixa de Gaza


Medicina é passaporte para brasileira na Faixa de Gaza

Atualizado em  24 de julho, 2012 - 12:24 (Brasília) 15:24 GMT
 A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e em junho deste ano passou um mês na Faixa de Gaza em um programa de cirurgias plásticas de reconstrução (Isabelle Merny/MSF).
 Seu primeiro paciente, um menino de menos de dois anos, sofria de má formação congênita e tinha todos os dedos da mão grudados (Liliana Mesquita/MSF).
 Em sua sexta missão pela organização, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza sentiu que seu diploma “foi validado” com um sentido verdadeiro da vocação como médica (Liliana Mesquita/MSF
 As cirurgias são feitas em hospitais de campanha, organizados sob tendas divididas em salas de operação e espaço para que as mães aguardem os filhos. Um dos principais problemas na região é a grande ocorrência de má formação congênita devido aos casamentos entre pessoas da mesma família (Liliana Mesquita/MSF
 Palestinos protestam contra limite de três quilômetros de pesca permitidos pelo governo israelense; a brasileira diz que é muito diferente ouvir falar do confronto no Oriente Médio pelo noticiário e ver de perto como as pessoas vivem (Liliana Mesquita/MSF).
 Surpresa com os 40 quilômetros de litoral que compõem o território palestino sob domínio de Israel, a brasileira fotografou os “quiosques” improvisados à beira da praia frequentada por palestinos, inclusive mulheres de burca (Liliana Mesquita/MSF).
 Liliana diz que juntou-se à ONG por questões pessoais e paixão pela medicina, motivações que ela pôde colocar em prática em Gaza, região na qual o embargo israelense dificulta comércio com outros territórios e países, afetando também o acesso a alimentos e remédios (Liliana Mesquita/MSF).
                           
 Queimaduras devido a explosões e acidentes domésticos e ainda sequelas de guerras e ataques também integram a lista dos principais problemas das crianças operadas em Gaza, explica a médica (Liliana Mesquita/MSF).
 Liliana era a única brasileira a integrar a equipe médica da MSF em Gaza, além do alemão que a precedeu como anestesista, dois cirurgiões franceses e enfermeiros italianos, franceses e palestinos (Liliana Mesquita/MSF).

Drama de soropositivo ilustra novo desafio no combate à Aids


Drama de soropositivo ilustra novo desafio no combate à Aids

Atualizado em  25 de julho, 2012 - 10:42 (Brasília) 13:42 GMT
José Luís da Silva (Foto: Júlia Carneiro)
Desempregado, José Luís da Silva não tem onde morar e passa as noites em banco de rodoviária
Eram 10h do dia 5 de setembro de 2007 quando José Luís da Silva descobriu que era soropositivo. No ano seguinte, soube que havia desenvolvido uma leucemia. Hoje, a vida está "a pior possível".
"Hoje sou um sem-teto", afirma Silva, de 47 anos, desempregado. Há quatro meses, ele passa as noites na Rodoviária Novo Rio, dormindo em um banco no segundo andar, usando a mochila como travesseiro. Quando consegue dinheiro de amigos solidários, dorme em uma pensão.
Silva toma os medicamentos antirretrovirais todos os dias, religiosamente, mesmo que não tenha o que comer. O coquetel vem ajudando a controlar o HIV, mas o tratamento médico não mata a sua fome. Sua única renda fixa são R$ 70 que recebe do Bolsa Família.
Silva é um exemplo de como o programa brasileiro para pessoas com HIV no Brasil, que inovou no passado ao determinar a oferta universal da terapia antirretroviral, hoje precisa de mais que remédio.
Ele não tem família e depende da solidariedade de amigos e da ajuda de ativistas de ONGs onde milita. A incerteza sobre o teto se arrasta desde que soube da doença. Morava com a namorada, mas ela pediu que saísse de casa um dia após saber do diagnóstico.

Assistência social

Coordenadora de um programa educativo no Grupo Pela Vidda, Mara Moreira afirma que há um aumento de pessoas que chegam à ONG com demandas de cunho social.
Há muitos casos de pessoas que recebem alta do programa de Previdência Social, deixam de receber o benefício, mas não conseguem emprego, diz.
"A epidemia mudou de perfil e hoje está atingindo pessoas mais pobres. Temos recebido várias demandas na área de assistência social, com pessoas que precisam de recursos financeiros e de condições de sobrevivência mínima, mas não temos a quem recorrer", diz Mara, que tentou buscar apoio na Secretaria Municipal de Assistência Social, mas foi encaminhada de volta à Secretaria de Saúde.
Mara Moreira (Foto: Júlia Carneiro)
Mara Moreira, do Grupo Pela Vidda, diz que epidemia mudou de perfil e hoje está atingindo pessoas mais pobres
Ela ressalta que a terapia antirretroviral exige que as pessoas se alimentem bem, e alguns medicamentos precisam ser mantidos na geladeira. "E aí as pessoas estão dormindo na rua. Como fazer?"
Para o psicólogo Veriano Terto Júnior, coordenador-geral da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), faltam medidas para além do fornecimento de antirretrovirais.
"O Brasil tem acesso universal (ao tratamento). Esse é o nosso grande resultado", diz. "Mas infelizmente começamos a ver um novo crescimento da taxa de mortalidade em alguns lugares, o que está menos relacionado à Aids em si do que a deficiências na assistência."

Mortes

No ano passado, 11 mil pessoas morreram por causa da Aids no Brasil. No Rio, o ritmo de óbitos vem aumentando desde 2007, diz Terto. "Isso é inaceitável para um país que tem acesso universal ao medicamento."
Apesar de ser bem articulado, Silva tem pouca esperança de conseguir um emprego. A última vez que tentou foi em uma empresa de ônibus do Rio que anunciara vagas para pessoas com necessidades especiais.
"O médico perguntou qual era a minha deficiência. Quando respondi, ele rasgou a minha ficha e disse que não contratavam soropositivos", lembra.
Ele diz querer um emprego, mas duvida que encontre um empregador que preencha seus requisitos. "Os patrões têm que entender que a cada três meses vou ter que me ausentar para ir ao médico, e que de vez em quando vou chegar atrasado."
Ele defende que pessoas em sua situação sejam beneficiadas por uma política de segurança nutricional, de moradia e de assistência pecuniária. "Eu não vou viver só de antirretroviral. Tenho que me alimentar."

Refrigerantes engordam por uma razão diferente da esperada


Refrigerantes engordam por uma razão diferente da esperada


Uma nova pesquisa da Universidade de Bangor (EUA) descobriu que os refrigerantes não só engordam as pessoas, mas também fazem com que seja mais difícil emagrecer.
11 pessoas, homens e mulheres, com cerca de vinte anos, participaram da pesquisa, que durou um mês e envolveu análise de sangue, tecido muscular e metabolismo corporal.
Segundo os pesquisadores, porque é difícil encontrar jovens que não tenham sido previamente expostos a uma grande quantidade de refrigerantes, e que estejam dispostos a passar por biópsias musculares, o estudo foi pequeno, mas seus resultados foram tão significantes que um estudo maior está sendo planejado.
O que eles concluíram é que beber refrigerantes açucarados (assim como outras bebidas com alta concentração de açúcar) por apenas um mês muda o corpo permanentemente, tornando a perda de peso mais difícil.
Isso acontece porque a ingestão regular dessas bebidas altera a maneira como o corpo “queima” combustível. Os músculos passam a “preferir” o açúcar como combustível, e a perda de peso se torna mais difícil. Esse efeito, a longo prazo, pode elevar os níveis de glicose no sangue, levando à diabetes.
“Essa ‘preferência’ pelo açúcar leva a uma capacidade reduzida de queimar gordura e ao ganho de gordura, além de tornar mais difícil para o nosso organismo lidar com o aumento do açúcar no sangue”, explica o cientista Hans-Peter Kubis.
“O que está claro é que o nosso corpo se ajusta ao consumo de bebidas açucaradas regularmente e se prepara para essa dieta alterando o metabolismo muscular através de atividade genética, incentivando adaptações insalubres nos genes, semelhantes às observadas em pessoas com problemas de obesidade e diabetes tipo 2”, comenta.
Ou seja, o açúcar, por si só, não aumenta nosso peso, mas sim a maneira como ele faz o nosso corpo armazenar mais açúcar.
Sendo assim, qualquer bebida com alto nível de açúcar (mesmo sucos industrializados) pode ser muito prejudicial à saúde.
Kubis sugere que os governos precisam tomar medidas contra o consumo exagerado de refrigerante, por exemplo, aumentar os impostos sobre a bebida para diminuir sua fabricação e compra.
Até porque esse não é o primeiro estudo que aponta desvantagens do refrigerante. Muitas pesquisas já apontaram diversos outros problemas que a bebida causa, como envelhecimento precoce, câncer, problemas dentários, neurológicos, paralisia, além de potencialmente viciar, poder causar infertilidade, vir em latas tóxicas, causar poluição e até mesmo matar se consumida em excesso.[DailyMail, LWLF]

Cura da AIDS: Conferência fala sobre como erradicar a doença


Cura da AIDS: Conferência fala sobre como erradicar a doença


Essa semana, um dos maiores eventos sobre Aids está acontecendo nos EUA: a 19ª Conferência Internacional da Aids, em Washigton. Mais de 25.000 médicos, cientistas, ativistas, políticos, filantropos, representantes de empresas farmacêuticas e pessoas vivendo com o vírus HIV estarão debatendo o assunto que, pela primeira vez, terá na sua pauta um tema importantíssimo: a cura da doença.
Outros tópicos da conferência incluem pesquisa sobre como prevenir a infecção pelo HIV, tratamento e prevenção da condição.

“Rumo a uma cura do HIV”

O grande tema da conferência é o lançamento do “Rumo a uma cura do HIV”, uma estratégia científica global de um grupo internacional de 300 pesquisadores que estão delineando as prioridades para encontrar uma cura para a doença.
O objetivo é descobrir por que o vírus HIV vive indefinidamente em certas células, em quais tecidos ele vive, como fazer o sistema imunológico matá-lo e que tipo de drogas poderiam matá-lo.

O paciente de Berlim

A Aids já reivindicou cerca de 30 milhões de vidas em todo o mundo. Há pouco tempo, falar sobre a cura da doença seria impossível. Hoje, graças ao paciente de Berlim, a esperança volta a fazer parte da casa dos doentes.
Em 2007, um americano chamado Timothy Brown, que estava morando na Alemanha, recebeu um transplante de medula óssea como tratamento para leucemia mieloide aguda (um tipo de câncer de sangue) e acabou sendo curado do vírus HIV, doença que ele também possuía.
Em 2010, depois de três anos sem nenhum sintoma da Aids, Timothy foi confirmado como a primeira pessoa no globo a ser curada da Aids. Isso aconteceu porque a medula que ele recebeu era de um doador com uma mutação rara que torna algumas pessoas imunes ao HIV.
Só que o seu caso é raro. O procedimento pelo qual Timothy passou é extremamente perigoso, porque o sistema imunológico de um paciente tem de ser “exterminado” a fim de aceitar o transplante de medula óssea.
Além disso, apenas 1% dos caucasianos (principalmente europeus do Norte) e nenhum afro-americano ou asiático têm essa mutação em particular que torna as pessoas resistentes ao vírus.
Ou seja, a “cura” ainda não podia ser bradada em todos os cantos, já que usar um transplante de medula óssea de um doador resistente não é um tratamento viável para a Aids.
Ainda assim, os pesquisadores são realistas.
“Estamos tentando inspirar as pessoas sobre a possibilidade de que a cura poderia acontecer algum dia”, disse o Dr. Steven Deeks, da Universidade da Califórnia, em San Francisco (EUA). “A maioria das pessoas razoáveis diria que temos 50%-50% de chances de obter uma cura, por isso, não é bom ficar muito entusiasmado. Achamos que é possível, e que vale a pena investir nisso, mas não espere nada em um futuro próximo”.

Como seria a cura do HIV?

Timothy apresentou, no mês passado, pela primeira vez desde 2007, traços do vírus HIV no seu sangue. Isso não significa que ele não está mais curado. O paciente de Berlim não tem sintomas, seus testes para HIV dão negativo, e ele não precisa de medicamento nenhum. Os médicos garantem: Timothy não tem Aids.
Cada vez mais os pesquisadores aceitam uma definição de “cura funcional”, na qual o vírus é controlado, e a transmissão não ocorre. Uma outra corrente de pensamento prefere a cura por “esterilização”, que eliminaria o vírus do organismo completamente.

Avanços nas curas funcionais

O Dr. David Margolis, pesquisador da Universidade da Carolina do Norte (EUA), vai apresentar os resultados de seu pequeno estudo com oito pacientes tratados com Vorinostat na conferência. Vorinostat é um remédio usado no tratamento do linfoma, um câncer dos gânglios linfáticos e da corrente sanguínea.
Pesquisadores franceses que estão estudando 12 pessoas HIV-positivas chamadas de pacientes Visconti também vão falar sobre seus avanços. Esses pacientes foram tratados imediatamente após terem sido expostos ao vírus HIV e têm sido capazes de controlá-lo naturalmente. Após receberem, desde cedo, o tratamento clássico antirretroviral durante a fase aguda da infecção, os doentes se tornaram capazes de controlar as infecções sem nenhum tratamento, além de não transmitir a doença aos outros, o que também entra no tópico da prevenção.
Além disso, um estudo com um grupo de homens e mulheres infectados com o vírus chamados de controladores de elite também é promissor: eles são totalmente capazes de controlar naturalmente sua infecção, pois nunca receberam nenhum tratamento antirretroviral, e têm uma carga viral indetectável.
Muitas mentes científicas, juntas, numa colaboração de esforços, podem chegar a resultados incríveis. Eu sei que não devemos apostar todas as esperanças na cura, mas hoje ela parece mais real do que nunca.[CNN]