domingo, 4 de setembro de 2011

Vírus “anticâncer”

Vírus “anticâncer” é injetado do sangue e ataca tumores
Por em 4.09.2011 as 16:00
Uma nova pesquisa conseguiu “engenhar” um vírus injetado no sangue que pode alvejar seletivamente as células cancerosas em todo o corpo.
Com resultados inéditos, o vírus atacou apenas tumores, deixando o tecido saudável intacto, em um pequeno teste com 23 pacientes.
Segundo os pesquisadores, as descobertas podem transformar totalmente as terapias. O tratamento com vírus se mostrou uma promessa real. Apesar de não ser um conceito novo, antes precisava ser injetado diretamente em tumores, a fim de escapar do sistema imunológico.
Na pesquisa, os cientistas modificaram o vírus JX-594, que é famoso por ser usado para desenvolver uma vacina contra a varíola. Ele é dependente de uma via química, comum em alguns tipos de câncer, para replicar.
O vírus foi injetado em doses diferentes no sangue dos pacientes que tinham câncer espalhado para vários órgãos do corpo.
Dos 8 pacientes que receberam a dose mais alta, o vírus replicou nos tumores de 7, mas não no tecido saudável.
“Esta é a primeira vez na história da medicina que uma terapia viral tem se mostrado consistente e replicado seletivamente no tecido de câncer após infusão intravenosa em humanos”, disse o pesquisador chefe, John Bell. “A entrega por via intravenosa é crucial para o tratamento do câncer porque nos permite alvejar tumores por todo o corpo e não apenas aqueles nos quais podemos injetar diretamente”, explica.
A infecção impediu o crescimento do tumor em 6 pacientes por um tempo. No entanto, o vírus não curou o câncer.
Os pesquisadores acreditam que o vírus pode ser usado para oferecer tratamentos diretamente às células cancerosas em concentrações elevadas, como terapia para cânceres complicados e difíceis de tratar

Tratando malária no micro-ondas

Tratando malária no micro-ondas
Projeto financiado por Bill Gates promete uma nova abordagem para o tratamento de uma das doenças que mais mata no planeta
The New York Times
04/09/2011

IFoto: The New York Times
Imagem de microscópio mostra plasmódio tratado com micro-ondas: uma nova abordagem
Em qual ideia maluca a Fundação Bill e Melinda Gates vai colocar US$ 1 milhão, dessa vez? Em um plano para tratar a malária, colocando o paciente dentro de um forno de micro-ondas.
OK, não é o paciente inteiro. Provavelmente apenas um braço ou uma perna. E também não é qualquer forno de micro-ondas, mas sim um aparelho configurado em potência muito baixa e com a frequência de seu campo eletromagnético sintonizada com muita precisão.
“Você não pode fazer isso com um micro-ondas de cozinha”, diz o Dr. José A. Stoute, microbiologista da Universidade Estadual da Pensilvânia e um dos dois inventores do conceito. Fora isso, o processo é simples: abra o micro-ondas especial, coloque o membro e repita diariamente.
Stoute e a outra inventora do processo, Carmenza Spadafora, do Instituto para Pesquisas Científicas Avançadas no Panamá, originalmente receberam US$ 100 mil da Fundação Gates, depois de escreverem uma proposta de duas páginas, sugerindo que as micro-ondas eram capazes de matar com segurança os parasitas da malária presentes no sangue. Spadafora provou que a ideia havia funcionado em uma placa de Petri. O US$ 1 milhão mais recente é para verificar se o conceito funcionará em camundongos.
“Existem muitos dados sobre camundongos expostos a micro-ondas, então nós acreditamos que seremos capazes de ficar bem abaixo do nível de segurança deles”, diz Stoute, num tom provavelmente menos reconfortante para ratos do que para homens.
A ideia, diz ele, é baseada no fato de que os parasitas da malária invadem os glóbulos vermelhos para alimentarem-se da hemoglobina contida dentro deles. A hemoglobina contém ferro – e, como sabe qualquer idiota que já tenha tentado esquentar um sanduíche envolto em papel-alumínio, metais e micro-ondas não são uma boa combinação.
É claro, os glóbulos vermelhos que contêm os parasitas estão flutuando nas artérias, lado a lado com glóbulos vermelhos saudáveis, então qualquer dano que as micro-ondas exerçam sobre os parasitas não podem passar também para as células saudáveis.
E aí que, segundo Stoute, está a diferença crucial: quando um parasita da malária digere a hemoglobina, ele converte o ferro em um pigmento cristalino inerte chamado hemozoína. O parasita precisa fazer isso porque o ferro livre irá romper átomos de oxigênio de coisas que o parasita quer que permaneçam intactas, como sua própria membrana celular. Os cristais de hemozoína, cheios de ferro concentrado, são empurrados para dentro do vacúolo digestivo do invasor – que é o espaço vazio em que as criaturas rudimentares, que não possuem intestinos, armazenam seus produtos de excreção. Entrar em um campo eletromagnético com um vacúolo cheio de hemozoína é tão inteligente quanto entrar em um forno de micro-ondas com o estômago cheio de pregos. Mas parasitas não têm cérebros.
Stoute e Spadafora mostraram que são capazes de fazer uma sintonia fina em um aparelho de micro-ondas customizado, de maneira que apenas os parasitas sejam danificados. A teoria deles é a de que a hemozoína aquecida incha os vacúolos até que eles explodam, liberando um banho de ácido nas entranhas do parasita.
O aparelho de micro-ondas é construído a partir de peças disponíveis comercialmente, mas gera menos do que um milésimo da potência do modelo de cozinha doméstico.
A ideia, diz Stoute, evoluiu quando ele e Spadafora estavam discutindo propostas que poderiam fazer com que recebessem verba da Gates. Os parasitas da malária inevitavelmente tornam-se resistentes a qualquer novo medicamento, então a fundação estava interessada em novas maneiras para matá-los.
Stoute ficava rejeitando as ideias de Spadafora, ele se lembra. “Finalmente, ela disse: 'O que você está querendo – um raio mágico?' E eu me lembrei de ter lido um estudo sobre o uso de micro-ondas em células cancerígenas, depois de marcá-las com ferro. Pensei, 'Parasitas já vêm com seu próprio ferro. Por que não tentamos isso?”' Mesmo que essa aproximação funcione nos camundongos, todos os tipos de problemas terão de ser resolvidos antes de testá-la em humanos, diz Stoute.
Pontos de calor como os que um forno de micro-ondas cria em líquidos devem ser evitados. E qualquer paciente, sem sombra de dúvida, irá precisar de tratamentos por vários dias em seguida, porque os parasitas escondem-se no cérebro, fígado e no baço – e provavelmente não é uma boa ideia micro-ondas na cabeça ou no abdômen.
“Mas há uma hora em que eles precisam voltar para a corrente sanguínea e é aí que vamos pegá-los”, diz ele.
Stoute não discutiu sua ideia com muita gente, mas uma pessoa para quem ele contou foi o Dr. Gray Heppner, antigo chefe de desenvolvimento para vacina contra malária do Instituto de Pesquisa Militar Walter Reed.
“Eu acho que é um tiro no escuro, mas é uma ideia brilhante”, disse Heppner.
“Micro-ondas não são radiação ionizante. Elas causam calor. Se ele conseguir fazer com que elas aqueçam locais determinados, existe uma extraordinária susceptibilidade diferencial que pode tornar tudo possível. E se há alguém capaz de conseguir isso, esse alguém é o José”.
O coronel reformado Heppner diz que Stoute fez “trabalhos brilhantes” comandando um hospital durante a Guerra do Golfo Pérsico e em um projeto de pesquisa sobre a malária no Quênia.
Stephen Ward, que foi o primeiro funcionário da Fundação Gates a ver a aplicação para patrocínio, disse que sua primeira reação foi: “Essa ideia é completamente maluca”.
“Mas, uma vez que você compreende a biologia subentendida”, ele adiciona, “é uma ideia maluca que poderia dar certo”.
Segundo Ward, um candidato diferente ao patrocínio também havia proposto um teste de malária pelo uso da hemozoína, o que o ajudou a entender melhor o papel-chave que o cristal interpreta na malária. Outra vantagem, diz o Dr.
David Brandling-Bennett, chefe da equipe estratégica contra a malária da fundação, foi que, caso a tecnologia funcione, ela pode ser prática para utilização em países mais pobres.
“Nós queremos soluções que, na teoria, tenham baixo custo e exijam demandas razoáveis de energia, que até mesmo possam funcionar com pilhas ou energia solar”, diz ele. “Nós não estaríamos interessados se a tecnologia fosse cara e utilizável apenas em grandes hospitais do Primeiro Mundo, como um equipamento de ressonância magnética”.
Ele diz ser capaz de imaginar muitos usos futuros. O mais simples seria um equipamento de micro-ondas que pudesse ser usado em bolsas de sangue doado, no caso da indisponibilidade de testes contra a malária. E seu sonho mais louco foi o de um scanner de aeroporto que poderia curar a malária ao mesmo tempo em que os invasores andassem através dele – e que fizesse isso de maneira tão segura que eles nem precisariam ser testados para a doença.

sábado, 3 de setembro de 2011

Aditivos alimentares

Aditivos alimentares

Você costuma ler as letras pequeninas das embalagens dos alimentos antes de comer?
Não? Então leia esta lista de ingredientes:
“óleos vegetais líquidos e interesterificados, água, sal, soro de leite em pó reconstituído e pasteurizado, vitamina A, estabilizantes, lecitina de soja, mono e diglicerídeos, ésteres de poliglicerol de ácidos graxos, antioxidante EDTA, acidulante ácido cítrico, conservador benzoato de sódio, corantes urucum e cúrcuma, aromatizante”.
Acredite: tudo isso foi copiado da embalagem de uma margarina!
Aditivo é qualquer produto adicionado ao alimento. Pode ser de forma proposital, ou seja, com objetivo de melhorar o sabor, aspecto, conservar, estocar ou embalar alimentos. No entanto, algumas vezes, podem ser aditivos acidentais, como por exemplo, quando há contaminação por resíduos indesejáveis, inseticidas, medicamentos, etc. Neste texto serão abordados os aditivos intencionais, que compreendem uma grande lista de produtos:
                                
- Corantes: para dar mais cor aos alimentos;
- Conservantes: para retardar a deterioração;
- Antioxidantes: preservam o alimento;
- Estabilizantes: para aumentar a viscosidade;
- Edulcorantes: para melhorar o sabor;
- Umectantes: evitam a perda de umidade;
- Acidulantes: para intensificar o gosto ácido; Etc.
Mas, aditivos não são vilões e não são apenas causadores de doenças. Pelo contrário, alguns aditivos são importantes para melhorar a qualidade nutritiva do alimento, adicionando produtos benéficos, como exemplo, iodo no sal de cozinha, vitaminas, etc. ou reduzindo os indesejáveis, como por exemplo, o teor de colesterol. Para que tudo funcione adequadamente, o Ministério da Saúde e a ANVISA regulamentam o uso, controlando o teor destes produtos: atualmente calcula-se que existam cerca de 150 aditivos licenciados no Brasil.
A maioria das pessoas ingere aditivos sem problemas. Contudo, uma pequena parcela de pessoas portadoras de sensibilidade poderá ter reação, mas nem sempre alérgica. Por exemplo, uma pessoa pode ingerir um alimento e apresentar uma intoxicação. Até hoje não se sabe o exato número de casos de alergia a aditivos alimentares. Parece ser menor do que se pensa, mas como não há um exame ou um teste específico, é de difícil comprovação. Os últimos dados apontam que menos de 10% das reações atribuídas a aditivos têm causa alérgica.
Aditivos mais relacionados à alergia
Os campeões na provocação de alergia são os corantes, em especial os sintéticos. Corantes naturais costumam ser bem tolerados e raramente provocam alergia. Seguem-se os conservantes e adoçantes.
Corantes: são utilizados para melhorar o paladar, a aparência ou mesmo como excipiente de alimentos, estando presentes em inúmeros produtos: sucos, balas, gelatinas, molhos, refrigerantes, laticínios, etc. Além disso, podem ser usados na fabricação de remédios.
Tipos de Corantes:
- Azocorantes ou corantes amarelos: tartrazina, o ponceau e o amarelo crepúsculo
- Não azocorantes: azul brilhante, a eritrozina e a indigotina.
Corantes amarelos ou azocorantes podem causar alguns tipos de alergia e muito discutidos, mas, na prática, verifica-se que a prevalência é baixa. São 3 os corantes amarelos mais utilizados:
- Tartrazina: códigos E 102, FD&C (Federal Food, Drug and Cosmetic Act) yellow nº5 e INS (International Numbering System) 102;
- Amarelo de Quinolina: códigos E104;
- Amarelo crepúsculo FCF: códigos E 110, FD&C yellow nº6, INS 110.
Tartrazina: é o corante mais citado e deriva de uma substância denominada coaltar, que contém algumas semelhanças com o ácido acetil salicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios não hormonais. Por isso, acredita-se que algumas pessoas sensíveis a estes remédios poderiam também ter reação alérgica ao ingerir tartrazina. Mas, este fato é raro e não ocorre comumente, devendo ser avaliado caso a caso. A quantidade de tartrazina contida nos medicamentos não é significativa para provocar alergia, mas como é obrigatório referir na bula o aviso de que pode causar asma em pessoas sensíveis ao AAS, muitas vezes confunde o paciente. Atualmente são poucos os remédios contendo corantes derivados da tartrazina.
Glutamato monossódico: usado para realçar o sabor dos alimentos, é comumente encontrado em temperos prontos, tabletes de caldos, sopas e molhos orientais. Este produto também é utilizado na culinária chinesa e pode produzir uma síndrome caracterizada por: sensação de fraqueza, sudorese, dor de cabeça, dor torácica e sensação de queimação no corpo. A quantidade de glutamato monossódico que pode causar esses sintomas varia de pessoa para pessoa.
Aspartame: é um dos adoçantes mais consumidos, substituindo o açúcar ou em inúmeros produtos diet, pastilhas, doces, medicamentos,etc. É relatado dor de cabeça, urticária e angioedema relacionados à ingestão de aspartame.
Sulfitos:usados em alimentos como conservantes, antioxidantes, para inibir o escurecimento de alimentos e em alguns medicamento. Verifica-se que quanto maior a concentração de sulfitos, maior será o risco de reações em pessoas sensíveis. Estas concentrações podem variar de menos de 10 partes por milhão até níveis superiores a 2000 ppm. Considera-se um conteúdo alto acima de 100ppm. O vinho, por exemplo, contém alto teor de sulfito. Batatas fritas congeladas, caldos e molhos, cerveja, sopas, vinagre, geléias, gelatinas, massas de pizza congeladas, sucos de uva, e muitos outros produtos também podem conter sulfitos.
Manifestações clínicas
As reações verdadeiramente alérgicas aos aditivos são raras. São de aparecimento rápido, surgindo até 1 hora após a ingestão e podem ocorrer com quantidades mínimas ingeridas. Podem se manifestar através de sintomas variados, na pele (urticária, angioedema), no sistema respiratório (falta de ar, broncoespasmo) ou com sintomas gerais (vômitos, cólicas). Sabe-se que alguns tipos de aftas de repetição e estomatite alérgica de contato podem ser relacionadas com a ingestão de aditivos alimentares.
Conclusões
- Reações alérgicas aos aditivos alimentares são raras e por isso não justifica a suspensão da ingestão em qualquer pessoa portadora de doenças alérgicas. No passado era costume proibir corantes amarelos para crianças asmáticas, mas hoje esta atitude não se justifica.
- Não existem testes (na pele ou no sangue) eficazes para diagnóstico de alergia aos corantes.
- Dietas devem ser feitas com a indicação do médico alergista.
-Prefira alimentos naturais. Uma fruta ou um suco são certamente mais saudáveis comparados a refrigerantes e produtos artificializados.
Estes sites têm informações relevantes sobre o tema:

NOZES

Nutrição
Comer nozes ajuda a prevenir o câncer de mama
Fruto ajudaria também a diminuir a taxa de crescimento dos tumores
Prevenção: o consumo diário de nozes pode ajudar a reduzir os riscos de câncer de mama (Thinkstock)
Comer nozes com frequência pode ser uma maneira eficaz de evitar o câncer de mama. É o que sugere um estudo da Universidade Marshall, nos Estados Unidos. Os resultados da pesquisa mostram que a ingestão diária de nozes foi eficiente em reduzir pela metade os riscos de aparecimento de tumores de mama em camundongos. Publicado no periódico médico Nutrition and Cancer, o estudo aponta ainda que o fruto seco ajuda a reduzir a taxa de crescimento dos tumores.
No levantamento, realizado pela cientista Elaine Hardman, foram comparados os efeitos de uma dieta típica (sem o acrescimento diário da noz) e de uma dieta que incluía a ingestão diária do alimento antes mesmo do nascimento, por meio dos nutrientes recebidos pela mãe. A quantidade de nozes na dieta teste era o equivalente a 57 gramas por dia para humanos.
Segundo Hardman, o grupo que ingeria nozes nas duas fases da vida (da concepção ao consumo direto) tinha menos da metade dos riscos do câncer, quando comparados àqueles que mantinham uma dieta típica. Além disso, o número de tumores e seus respectivos tamanhos também eram significativamente menores entre aqueles que consumiam o fruto.
“Essas reduções são particularmente importantes quando se considera que os camundongos foram geneticamente programados para desenvolverem o câncer em uma taxa alta”, diz Hardman. “Nós fomos capazes de reduzir os riscos para o câncer mesmo na presença de mutações genéticas pré-existentes.”
Mas, de acordo com o periódico, estudos sobre modificações na dieta não demonstram se os benefícios resultam do que é adicionado ou removido da alimentação. Nesse caso, adicionar uma gordura saudável e outros componentes significa que a gordura não-saudável foi reduzida, a fim de manter o equilíbrio de gordura da dieta. Para Hardman, outros estudos já demonstravam que ingredientes múltiplos nas nozes reduzem os riscos de câncer ou diminuem seu crescimento.
Pesquisa – Por meio de análise genética, descobriu-se que a dieta contendo nozes modifica a atividade de múltiplos genes que são relevantes para o câncer de mama, tanto nos camundongos como nos humanos. Outros testes mostraram também que o aumento dos ácidos graxos ômega-3 não influenciava plenamente nos efeitos anti-câncer e que o crescimento do tumor diminuiu quando a quantidade de vitamina E foi aumentada.
“O alimento é um importante medicamento na nossa dieta”, diz Hardman. “O que colocamos dentro do nosso corpo faz uma grande diferença – isso determina como o corpo funciona, nossas reações a doenças e à saúde. As coisas simples realmente funcionam: coma bem, se levante do sofá e desligue a TV.”

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CARNE IN VITRO

Uma carne diferente
Data de publicação : 31 Agosto 2011 - 11:50am
Por Belinda Lopez (Foto: Clipart)
Um grupo de cientistas está se reunindo esta semana para discutir a carne de laboratório. A carne ‘in vitro’ foi saudada como a solução para problemas ambientais causados pela produção de carne em escala industrial, mas suas pesquisas nunca deslancharam.
Esta história começou no início da década de 1940, na ilha de Sumatra, na Indonésia. Um garoto holandês de 17 anos, Willem van Eelen, havia se alistado no exército colonial da Holanda, que na época estava tentando conter o fluxo de tropas japonesas durante a Segunda Guerra Mundial. Pego como prisioneiro de guerra, ele passou fome pela primeira vez. “E eu achava o comportamento dos japoneses em relação aos animais terrível. Então minha alma disse: ‘o que posso fazer’?”
Esta, pelo menos, é a explicação dada por Van Eelen, hoje com 87 anos de idade, sobre como teve pela primeira vez a ideia para a carne in vitro – ou carne produzida fora do corpo de um animal vivo.
Prêmio
Mas mais de meio século depois, apesar de um prêmio de um milhão de dólares oferecido pela organização de defesa dos animais Peta para qualquer cientista que consiga criar um bife num tubo de ensaio, além milhões de euros em subsídios do governo holandês para a pesquisa, ninguém ainda conseguiu descobrir como produzir carne em laboratório.
Isto pode ser surpreendente para quem vem prestando atenção à cobertura das descobertas científicas na mídia. Provavelmente você já ouviu dizer que a carne de laboratório tem potencial para substituir a produção convencional, com suas altas taxas de emissão de carbono e problemas quanto ao bem-estar dos animais. Mas infelizmente, isto não conta toda a história. Na verdade, o que acontece é o seguinte:
Depois de muitos anos tentando levantar fundos, Van Eelen finalmente conseguiu um subsídio em 2004: dois milhões de euros do governo holandês, distribuídos em quatro anos, para pesquisar como produzir uma amostra de carne de laboratório. Van Eelen ficou muito feliz.
Separação
Mas sete anos mais tarde, pouco progresso foi feito. Van Eelen se separou dos pesquisadores da Universidade de Utrecht, onde o estudo de quatro anos falhou em conseguir resultados tangíveis, e a pequena comunidade científica que trabalha nesta pesquisa admite que tem que pôr ordem na casa. Cientistas suecos deram o primeiro passo organizando o encontro desta semana, intitulado ‘Possibilidades e realidades para uma futura fonte alternativa de carne’.
Peter Verstrate começou como gerente da fábrica de salsichas holandesa Stegeman, mas tornou-se um dos defensores da carne de laboratório. Ele aponta alguns fatores como culpados pelo fato do projeto ainda não ter se materializado.
“Acho que a atenção da mídia pode ter saído pela culatra”, ele comenta. “A imagem que as pessoas têm, que pode ser encontrada na internet, de pedaços de carne numa placa de Petri ou em vidros no laboratório, é provocadora, mas quando você vai procurar saber mais a respeito descobre que ainda estamos muito longe deste ponto.”
Garoto propaganda
Verstrate também culpa os ‘garotos propaganda’ da carne in vitro, como Van Eelen. “Porque ele quer vender seu projeto, quer levantar dinheiro. Então ele vai fazer publicidade e dizer: ‘Ah, nós podemos fazer isso em dois ou três anos’, enquanto ele sabe que isso não é verdade.”
Verstrate e Van Eelen estão em sintonia quanto a levantar fundos através de sua Fundação Carne In Vitro. No entanto, Verstrate constata algo que Van Eelen não admite: a ciência ainda está há décadas de desenvolver um produto comercial, e quando empresas descobrem isso, em geral se afastam de comprometimentos com o projeto.
Dificuldades
É um projeto difícil de vender. Também não há um cálculo exato de quanto custará para desenvolver a carne in vitro. Um estudo sueco calculou que a carne de laboratório eventualmente poderá ser produzida pelo mesmo preço do frango, mas é difícil saber qual será a aceitação do público.
A proposta do encontro desta semana é reunir o pequeno grupo de cientistas que trabalha em núcleos separados na Holanda, Noruega, Suécia, Portugal e Estados Unidos para que todos ponham na mesa o que já se sabe sobre a produção de carne in vitro.
Os organizadores esperam que a publicidade ajude a popularizar a pesquisa e, consequentemente, a conseguir mais fundos. Mas por enquanto, ainda há uma grande interrogação sobre o futuro a carne de laboratório.

Cientistas usam laser para criar chuva

Cientistas usam laser para criar chuva
Atualizado em 1 de setembro, 2011 - 07:35 (Brasília) 10:35 GMT
Para pesquisadores, eficácia dos métodos usados até hoje ainda é discutível
Pesquisadores suíços e alemães dizem ter descoberto uma maneira de utilizar feixes de raio laser para induzir chuvas.
Em um experimento realizado entre 2009 e 2010, eles demonstraram a utilização do laser para promover a formação de gotículas de água e evitar que elas tornassem a evaporar.
A pesquisa, publicada pela revista científica online Nature Communications, afirma que o laser poderia ser usado como alternativa para outros métodos testados nos últimos 70 anos, como o bombardeamento de partículas de gelo seco ou de sais na atmosfera.
Os pesquisadores observam, porém, que a eficiência dos métodos usados até hoje "ainda são objeto de debate".
Umidade alta
Segundo os autores do estudo, os feixes de laser podem ser usados para induzir a condensação e o crescimento das goticulas de água na atmosfera desde que a umidade relativa do ar seja superior a 70%.
O estudo foi realizado em um local às margens do rio Reno, perto de Genebra, para se beneficiar, segundo os pesquisadores, do fluxo de ar mais quente proveniente do lago Genebra para gerar as condições ideais para a pesquisa.
Os autores afirmam que o laser ajudou a criar no ar partículas de ácido nítrico, que atuaram como uma espécie de agregador das partículas de água para gerar gotículas microscópicas, com tamanho de algumas micras de diâmetro (cada micra é equivalente a 0,001 milímetro).
Na experiência, realizada ao longo de 133 horas em um ambiente fechado, as gotículas de água geradas não foram suficientemente grandes para se precipitarem em forma de chuva, mas os autores do estudo acreditam que seria possível intensificar a irradiação dos feixes de laser para aumentar ainda mais o tamanho das gotículas.

Médico compara experimentos dos EUA na Guatemala aos do nazismo

Médico compara experimentos dos EUA na Guatemala aos do nazismo
Ignacio de los Reyes
Enviado especial da BBC Mundo à Guatemala
Atualizado em 1 de setembro, 2011 - 17:48 (Brasília) 20:48 GMT Detalhes dos experimentos de médicos americanos com pacientes da Guatemala nos anos 1940 fizeram um dos membros da comissão que acompanha as investigações comparar a pesquisa às técnicas empregadas por cientistas da Alemanha nazista.
Mejía lembra que na época da pesquisa os EUA apoiavam o julgamento dos médicos nazistas
Uma comissão de inquérito instaurada pelo governo americano revelou nessa segunda-feira que 1.300 guatemaltecos foram infectados por sífilis, gonorreia e outras DSTs em um experimento que visava provar a eficácia da penicilina. Pelo menos 83 pessoas morreram sem assistência.
O presidente do Colégio dos Médicos da Guatemala, Carlos Mejía, diz que o número de infectados pode ter chegado a 2.500, segundo indícios de documentos históricos.
Mejia diz que os documentos mostram a injeção de doses concentradas das bactérias causadora da sífilis no olhos, no sistema nervoso central e nos genitais dos pacientes. Segundo ele, essas são aberrações próprias do regime nazista da Alemanha (1933-1945).
"Isso ocorreu em um contexto em que eles mesmos (EUA) estavam julgando os médicos alemães que haviam feito experimentos com tifo e malária em prisioneiros de guerra", diz.
"Os alemães usaram os poloneses, os russos e os judeus. Os americanos fizeram praticamente o mesmo na Guatemala."
Mejía faz parte da comissão guatemalteca, composta ainda por ministros do governo do presidente Álvaro Colom e representantes da Justiça.
Segundo Mejía, "há evidências suficientes para dizer que houve colaboração entre autoridades americanas e guatemaltecas" durante os experimentos.
Pelo menos nove médicos locais estiveram envolvidos nas pesquisas. Apenas um deles, como mais de 90 anos, continua vivo, mas está desaparecido.
Desculpas
O vice-presidente guatemalteco, Rafael Espada, disse à BBC que o atual governo deve fazer um pedido de desculpas oficial ao povo do país.
"Os alemães usaram os poloneses, os russos e os judeus (em seus experimentos). Os americanos fizeram praticamente o mesmo na Guatemala." Carlos Mejía, presidente do Colégio dos Médicos da Guatemala
O escândalo dos experimentos científicos só veio à tona em 2010, com a publicação de um estudo da historiadora Susan M. Reverby, causando comoção no país centro-americano.
O presidente americano, Barack Obama, pediu desculpas ao colega guatemalteco, classificando as pesquisas de "injustiça histórica, claramente contrária á ética e aos valores (americanos)".
Os experimentos com prostitutas, prisioneiros, órfãos e doentes mentais tinham como objetivo descobrir se havia um comportamento comum nas infecções de DSTs, a fim de prevenir a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis nos soldados americanos estacionados em várias partes do mundo.
Segundo as autoridades dos dois países, a pesquisa foi feita sem consentimento dos pacientes.
'Experimentos do demônio'
Um das possíveis vítimas é Marta Orellana, 74 anos, que diz ter participado de constantes "experimentos do demônio" quando tinha apenas 9 anos de idade. Ela vivia em um orfanato na Cidade da Guatemala e cita médicos locais e "estrangeiros".
O filho de Orellana, Luis Vázquez, disse que só se deu conta da gravidade dos relatos da mãe quando o escândalo estourou, no ano passado.
"Apenas quando escutamos o pedido de desculpas de Obama relacionamos o caso à minha mãe. Tudo fazia sentido: as injeções na genitália, os exames médicos contínuos, a doença", diz.
Efeito continuado
Sessenta anos após a pesquisa, muitos guatemaltecos ainda padecem dos experimentos. O Hospital Roosevelt, da capital, examinou recentemente cinco idosos com evidências de que foram vítimas da pesquisa.
"Começamos também a documentar casos em que filhos de afetados foram infectados. Embora não apresentem sintomas de sífilis, a doença continua ativa (em seu organismo)", diz Mejía.
O governo da Guatemala diz que há outros casos de possível contaminação ainda não confirmados.
Duas ações coletivas de vítimas dos experimentos contra o governo dos Estados Unidos já foram impetradas na Justiça do país. Os autores, filhos de possíveis vítimas já mortas, pedem indenização.

Tratamento de derrame com célula-tronco

Tratamento de derrame com célula-tronco tem êxito em testes preliminares
Pallab Ghosh
Repórter de ciência da BBC News
Atualizado em 1 de setembro, 2011 - 16:33 (Brasília) 19:33 GMT
Os primeiros testes clínicos de uma técnica que usa células-tronco para tratar pacientes que sofreram derrames cerebrais entrarão em sua segunda fase após serem autorizados oficialmente na Grã-Bretanha.
Primeira fase não produziu efeitos adversos (Foto: Nissim Benvenisty/Wikimedia Commons)
Uma avaliação feita por um órgão independente concluiu que a primeira fase de testes - em que células-tronco foram injetadas nos cérebros de três pacientes em um hospital de Glasgow, na Escócia - não produziu efeitos adversos sobre o grupo de voluntários.
Agora, o tratamento poderá ser testado em um número maior de pessoas.
A equipe de pesquisadores, da Escola de Medicina da Universidade de Glasgow, espera que as células-tronco auxiliem o organismo a reparar o tecido cerebral danificado pelo derrame.
O chefe da equipe, Keith Muir, disse à BBC que estava satisfeito com os resultados obtidos até agora.
"Temos de estar satisfeitos em relação à segurança antes de podermos continuar testando os efeitos dessa terapia", afirmou.
"Como é a primeira vez que esse tipo de terapia com células é usado em humanos, é importante que determinemos que há segurança para podermos seguir em frente. Agora temos permissão para testar uma dose maior de células."
Um idoso foi a primeira pessoa no mundo a receber o tratamento, no ano passado. Desde então, a técnica foi testada em outros dois pacientes.
Testes globais
Os pacientes receberam doses muito pequenas de células-tronco, em testes cujo objetivo era avaliar quão seguro é o procedimento.
No próximo ano, um grupo com no máximo nove pacientes receberá doses progressivamente maiores - também, inicialmente, para testar a segurança da técnica.
Os médicos também vão usar os testes clínicos para avaliar a melhor forma de medir quão efetivo é o tratamento. Essa medição da eficácia será essencial quando começaram os testes com um número ainda maior de pessoas, daqui a um ano e meio.
Cada vez mais testes clínicos regulamentados de tratamentos usando células-tronco são realizados no mundo.
Como é a primeira vez que esse tipo de terapia com células é usado em humanos, é importante que determinemos que há segurança para podermos seguir em frente. Agora temos permissão para testar uma dose maior de células" Keith Muir, chefe da equipe de pesquisas
Entre eles, estão testes iniciados no ano passado pela empresa americana Geron para o desenvolvimento de um tratamento para paralisia.
Os tratamentos estão em fase inicial, e é provável que muitos anos se passem até que eles sejam oferecidos à população em geral.
Segundo estimativas feitas em 2001 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), acidentes vasculares cerebrais são responsáveis por 5,5 milhões de mortes anualmente.
De acordo com estatísticas de outras entidades, derrames cerebrais seriam a terceira causa de morte mais comum no mundo, superados apenas por problemas cardíacos e todos os tipos de câncer combinados.
Os testes clínicos para terapias que usam células-tronco no tratamento de pacientes que sofreram derrames cerebrais estão sendo feitos pela companhia Reneuron Group plc, com sede na Grã-Bretanha.
O diretor da empresa, Michael Hunt, disse que ainda há um longo caminho a percorer na busca por um tratamento. Segundo ele, se tudo correr muito bem, a previsão mais otimista é de que o tratamento esteja disponível no mercado dentro de cinco anos.

A Indústria da Religião

Igreja brasileira em Londres quer conquistar fiéis estrangeiros

Atualizado em 1 de setembro, 2011 - 05:43 (Brasília) 08:43 GMT

O Ministério Luz para os Povos abriu sua primeira igreja em Londres há apenas um ano.
Os pastores Olair e Anne Oliveira, que já faziam parte da igreja em sua cidade natal, Trindade, a 17 quilômetros de Goiânia, vieram para Londres em 2008.
Anne e Olair são os patores do Ministério Luz para os Povos em Londres
Na capital britânica, eles frequentaram outras igrejas enquanto ele trabalhava como operário de construção e ela, como faxineira e babá, até que eles decidiram entrar em contato com a coordenação do Ministério Luz para os Povos na Europa e abrir uma igreja em Londres.
"Hoje, temos cerca de 40 fiéis frequentando o ministério. A maioria deles é de brasileiros, mas temos também portugueses, africanos e italianos", conta o pastor Olair

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

5- O Sinal de Deus no Apocalipse

5- O Sinal de Deus no Apocalipse

by Brazilian Temple TV

5- O Sinal de Deus no Apocalipse from Brazilian Temple TV on Vimeo.

FONTE

MEIO AMBIENTE

Mudanças no clima afetam saúde mental, alerta estudo
Sofrimento causado por eventos extremos coloca adultos e crianças em risco
Estudo mostra que desequilíbrio climático deixa crianças vulneráveis à ansiedade (Thinkstock)
Um estudo realizado pelo Instituto de Mudanças Climáticas da Universidade Nacional Australiana mostra que mudanças climáticas podem afetar a saúde mental das pessoas. Resultado: stress nos adultos e angústia nas crianças.
"Os danos causados pelas mudanças climáticas não são só físicos. O passado recente mostra que os eventos climáticos extremos trazem também sérios riscos para a saúde pública, inclusive a saúde mental e o bem-estar das comunidades", destacou o estudo.
Ao comparar fenômenos climáticos, como secas e inundações observadas nos últimos anos em algumas regiões da Austrália, o estudo constata que "a comoção e o sofrimento provocados por um evento extremo pode persistir durante anos". Segundo estimativas dos pesquisadores, uma em cada cinco pessoas seria afetada em comunidades atingidas pelas mudanças climáticas.
Segundo o instituto, o abuso de álcool pode ocorrer após eventos climáticos extremos. Alguns estudos inclusive estabelecem um vínculo entre ondas de calor, secas e taxas de suicídio mais elevadas. As crianças parecem particularmente vulneráveis à ansiedade e à insegurança geradas pela incapacidade dos adultos de lutar contra o desequilíbrio climático.
Embora haja vários estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas em termos econômicos, existe uma lacuna sobre as "consequências das mudanças climáticas para o bem-estar e a saúde humana", constatou Tony McMichael, professor de saúde pública da Universidade Nacional Australiana. "Este é um ponto cego sério, limita nossa visão de futuros possíveis e da necessidade de uma ação eficaz e urgente".
(Com agência France-Presse)

Carolina do Norte e Nova Iorque


Furacão Irene: Obama declara estado de "grande catástrofe"
por Lusa
O Presidente norte-americano, Barack Obama, declarou hoje o estado de "grande catástrofe" na Carolina do Norte e Nova Iorque na sequência da passagem do furacão "Irene", que provocou 49 mortos nos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas.
A decisão permitirá desbloquear fundos federais para as operações de socorro naqueles dois estados, onde a passagem do furacão, no fim de semana, originou inundações e danos significativos, deixando milhões de pessoas sem energia elétrica.
Os estragos causados pela tempestade poderão custar entre 5.000 e 7.000 milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros e 4,8 mil milhões de euros), segundo uma avaliação da sociedade de gestão de risco Eqecat.
Três dias após a passagem da tempestade, os serviços de socorro continuavam hoje a tentar ajudar milhares de pessoas isoladas por inundações e muitas localidades permaneciam sem energia elétrica.
Em várias zonas, a ajuda de urgência tem de ser distribuída por barcos ou por meios aéreos.
"O problema é a inacessibilidade", disse à agência francesa AFP o chefe das operações de socorro, Dave Miller.
Segundo dados oficiais, pelo menos 43 pessoas morreram em 11 estados norte-americanos atingidos pela passagem do "Irene". Antes de atingir os Estados Unidos, a furacão já tinha feito cinco mortos nas Caraíbas e foi registada uma vítima mortal no Canadá, pelo que o balanço total é de 49 mortos.

País menos religioso do mundo: Estônia

País menos religioso do mundo, Estônia mantém o desinteresse pela religião dos tempos soviéticos
Atualizado em 31 de agosto, 2011 - 11:07 (Brasília) 14:07 GMT
Para alguns especialistas, os cultos pagãos são parte do folclore, e não uma tradição antiga
Vinte anos após o colapso da União Soviética, a Estônia, uma das antigas repúblicas do regime comunista, mantém praticamente intacto um traço marcante dos anos em que era dirigida por Moscou - o desinteresse pela religião.
Uma pesquisa do Instituto Gallup, de 2009, indica que os estonianos são o povo menos religioso do mundo, pelo menos estatisticamente. Apenas 16% da população considera que a religião desempenha um papel importante em suas vidas (contra 99% dos habitantes de Bangladesh, os mais religiosos).
O repórter Tom Esslemont, da BBC, foi ao país báltico conhecer a espiritualidade dos seus habitantes:
A princípio, as ruas da cidade litorânea da capital estoniana Tallinn podem até dar ao visitante uma sensação distinta: cúpulas fazem parte da paisagem, sinos tocam aos domingos e hinos religiosos são ouvidos nas catedrais.
Uma olhada mais atenta, no entanto, revela a realidade da espiritualidade estoniana. Cerca de 70 dos fiéis que participavam do culto dominical da Igreja Luterana de Tallinn eram turistas holandeses. Apenas 15 eram estonianos.
O pastor Arho Tuhkru não vê a baixa frequência como um problema: "As pessoas creem, mas não querem se ligar a uma igreja. Por aqui não temos a tradição de uma família inteira vir à igreja", disse.

Hostilidade histórica
Embora a Igreja Luterana seja a maior denominação religiosa da Estônia, ela representa apenas 13% da população do país.
A falta de interesse pela religião começa já nas escolas, onde os alunos aprendem que o Cristianismo foi imposto no país pelos invasores germânicos e dinamarqueses.
Ringo Ringvee, especialista em religião, diz que a Estônia "é uma sociedade secular onde a identidade religiosa e nacional não se cruzam".
A língua também cumpriu um papel determinante na rejeição de muitos estonianos à religião, segundo Ringvee."Os luteranos falavam alemão. Os russos ortodoxos chegaram no século 19 e até o século 20 continuavam falando russo", disse.
Com a fundação da Igreja Ordoxa Estoniana, em 1920, o culto passou a ser na língua local (com o ramo estoniano fiel ao patriarca de Constantinopla, e não ao de Moscou).
Nos anos 1940, a União Soviética anexou o país báltico. Até o fim do regime comunista, em 1991, a religião foi desincentivada pelo Estado.
Diferente de outros países, que experimentaram um reavivamento religioso após a desintegração soviética, a Estônia continuou pouco crente. Mas o desapego às igrejas tradicionais não significa que os estonianos não acreditem em nada.
Culto à natureza
A 300 km de Tallinn, no meio da floresta, um grupo de fiéis cultuam as forças da natureza.
"Somos pagãos", diz Aigar Piho. "Nosso deus é a natureza. Você deve parar, sentar e ouvir".
"As pessoas acreditam, mas não querem se ligar a uma igreja. Por aqui não temos a tradição de uma família inteira vir à igreja" Pastor Arho Tuhkru
Como muitos estonianos, Piho se considera um espiritualista. Ele também é membro da comunidade Maausk, um culto pagão que venera a terra e as árvores, sem rituais pré-estabelecidos.
Durante um festival religioso, os seguidores cantam e dançam ao redor de uma grande fogueira.
Tradições como essa estão arraigadas na sociedade local, onde mais de 50% dos estonianos dizem acreditam em alguma força espiritual, mesmo que não consigam definí-la.
Folclore
Para alguns pesquisadores, no entanto, as tradições não são tão antigas quanto parecem.
"Elas são geralmente baseada no folclore do século 19 e 20", segundo o arqueólogo Tonno Jonuk, especialista em religião pré-histórica.
"É algo que eles acreditam e seguem. Mas não é nada medieval ou anterior ao Cristianismo", diz.
A concepção de Jonuk não é, no entanto, compartilhada pelo grupo Maavalla Koda. A organização com 400 integrantes diz ser baseada no antigo calendário rúnico (baseado em runas).
Entre os seguidores estão Andres Heinapuu e seu filho Ott. Para ambos, espiritualidade é uma experiência intensamente pessoal.
"A árvore não tem ouvido. Eu penso na questão em frente à árvore. Então, sinto que recebo a resposta", diz. Para o estoniano, "a árvore é um sujeito, não um objeto".

VÍRUS QUE ATACA CÉLULAS CANCERÍGENAS

Cientistas desenvolvem vírus que ataca células cancerígenas
Atualizado em 31 de agosto, 2011 - 17:22 (Brasília) 20:22 GMT
Até agora, vírus eram injetados diretamente no tumor e não administrados na corrente sanguínea
O implante na corrente sanguínea de um vírus modificado que combate especificamente células cancerígenas pode ser a nova promessa da ciência no combate ao câncer. A descoberta é fruto de uma pesquisa internacional conjunta liderada pela Universidade de Otawa, no Canadá.
O estudo publicado pela revista Nature mostra que uma versão modificada do vírus vaccinia, intitulada JX-594, combate exclusivamente células doentes, deixando incólume o tecido saudável.
A pesquisa ainda não é conclusiva, já que apenas 23 pacientes foram submetidos aos testes. Mas o artigo, assinado por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, do Canadá e da Coreia do Sul, diz que a descoberta “transformará” de maneira efetiva o tratamento da doença do futuro.
O JX-594 (modificado a partir do vírus usado na vacina contra a varíola) foi aplicado em diferentes dosagens nos 23 pacientes, portadores de tipos de câncer que se espalham rapidamente por vários órgãos do corpo humano.
No grupo de oito pessoas que recebeu alta dosagem, o tratamento teve resultados positivos em sete pacientes, nos quais o vírus modificado atacou apenas as células cancerígenas após introdução via corrente sanguínea.
Os pesquisadores observaram que o vírus interrompeu momentaneamente o crescimento dos tumores em seis pacientes após a aplicação. Por questões de segurança, apenas uma dose foi administrada.
Otimismo
Para o professor John Bell, da Universidade de Otawa, que liderou o time de pesquisadores, “a administração intravenosa (do vírus) é crucial para o tratamento do câncer porque permite atacar tumores espalhados pelo corpo”.
A terapia viral no combate ao câncer não é novidade. Até agora, no entanto, o vírus era diretamente aplicado no tumor, e não na corrente sanguínea.
"Estamos muito empolgados porque pela primeira vez uma terapia viral se mostrou consistente e efetiva com o vírus replicando no tecido cancerígeno após aplicação intravenosa em humanos", diz Bell.
Apesar do estágio inicial da pesquisa, o cientista diz acreditar que "um dia vírus e outras terapias biológicas podem transformar efetivamente nossa maneira de lidar com o tratamento do câncer".
Ouvido pela BBC, o diretor do Barts Cander Institute da Grã-Bretanha, Nick Lemoine, considera a descoberta "uma promessa real" para "cânceres de difícil tratamento".
"O estudo é importante porque mostra que um vírus previamente usado na vacinação contra varíola em milhões de pessoas pode, uma vez modificado, atingir o câncer por meio da corrente sanguínea, mesmo quando o câncer já se espalhou pelo corpo do paciente", diz.

Cebola – Propriedades

Cebola – Propriedades
A cebola possui um alto poder desinfectante e anti-inflamatório e bactericida, podendo ser utilizada como antídoto em picadas de aranhas, cobras, elimina parasitas causadores de putrefacções, expulsa os agentes nocivos da região afectada, pode ser utilizada também em furúnculos juntamente com o mel.
Nas infecções de garganta, para eliminar catarros, rouquidão, afonia e reumatismo. Em doenças infecciosas e inflamatórias como: varíola, tifo, sarampo, escarlatina, febres, gripes, pneumonias, amigdalites, rouquidão, eczemas, contra caspa e queda do cabelo.
Exerce acção benéfica ao organismo como um todo: esófago, garganta, estômago, intestinos, fígado, rins, sangue, pele, cérebro. Macerada adicionada de mel cura asma e bronquite. Age também no combate a angina, arteriosclerose, alergias, cancro, colesterol, diabetes, doenças cardiovasculares, da pele, hipertrofia, intestino, próstata, rins, trombose, vesícula, pâncreas e tumores em geral.

GENÉRICOS

Pesquisa
Quase metade dos médicos desconfia de genéricos
Para os médicos, processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos exigente que o do medicamento de marca
Genéricos: médicos desconfiam, população aprova (Thinkstock)
Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), nesta terça-feira, revela que 46% dos médicos ainda têm dúvidas sobre a eficácia e a segurança dos genéricos. Entre os consumidores, 83% disseram confiar nesse tipo de droga.
Entre abril e junho, foram entrevistados 690 adultos e 119 médicos. Para quase metade dos profissionais, o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos exigente que o do medicamento de marca. Para 44%, esses remédios sofrem mais falsificações.
Para Regina Parizi, da Faculdade de Saúde Pública da USP, é fundamental que entidades médica e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizem campanhas para melhorar a imagem dos genéricos. Já Maria Inês Dolci, da Proteste, defende a realização de testes independentes para comparar a eficácia do medicamento de marca com o genérico e dar mais segurança aos prescritores. “Hoje todos os testes são feitos pelo próprio fabricante”, diz.
(Com Agência Estado)
FONTE

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Óleo de coentros pode servir para atacar bactérias

Óleo de coentros pode servir para atacar bactérias
por Lusa    Hoje

O óleo de coentros pode atacar várias bactérias nocivas ao homem, segundo um estudo de investigadores Filomena Silva, Susana Ferreira, João Queiroz e Fernanda Domingues, da Universidade da Beira Interior (UBI).
O estudo, intitulado "Óleo essencial de coentros: a sua actividade anti-bacteriana e modo de acção avaliados por citometria de fluxo", indica, segundo Fernanda Domingues - que liderou o trabalho de investigação -, que o óleo de coentros ataca a membrana que envolve células bacterianas e acaba por
destruí-las.
Esta conclusão sugere que o óleo poderá ter "importantes aplicações em aditivos usados na indústria alimentar e farmacêutica".
A descoberta poderá ajudar a combater a transmissão de doenças através de alimentos, situação que afecta, todos os anos, "até um terço da população dos países desenvolvidos".
A investigadora da UBI acrescenta que "o óleo de coentro poderá também tornar-se numa alternativa natural aos antibióticos comuns".
A utilização em medicamentos poderá assumir a forma de loções ou comprimidos, "para combater infecções bacterianas multi-resistentes que de outra forma não poderiam ser tratadas e, com isto, melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas".
O grupo de investigadores da UBI testou o óleo de coentro em doze estirpes bacterianas, incluindo Escherichia Coli, Salmonella enterica, Bacillus cereus e MRSA.
O óleo de coentro actuou como bactericida para quase todas as bactérias testadas, "à excepção da Bacillus cereus e da Enterococcus faecalis", referiu.
Os resultados do estudo foram publicados, na semana passada, na revista científica Journal of Medical Microbiology.

SÍFILIS

EUA reconhecem morte de 83 guatemaltecos em estudo sobre sífilis
Atualizado em 29 de agosto, 2011 - 19:06 (Brasília) 22:06 GMT

Sífilis pode causar cegueira, distúrbios mentais e até a morte, caso o paciente não seja tratado
O governo dos Estados Unidos reconheceu nesta segunda-feira a morte de 83 cidadãos da Guatemala, infectados nos anos 1940 com doenças sexualmente transmissíveis (DST), como sífilis e gonorreia, durante experimentos médicos.
Uma comissão de inquérito, formada a pedido do presidente americano, Barack Obama, concluiu que cerca de 1.300 pessoas foram expostas às doenças.
Ao todo, 5.500 pessoas participaram dos estudos, sem saber dos riscos que corriam, segundo declarações de um dos investigadores, Stephen Hauser.
Entre os infectados, apenas 700 receberam tratamento médico. Ao fim, 83 morreram.
A sífilis pode causar cegueira, distúrbios mentais e até a morte, caso os doentes não recebam o devido tratamento.
Menos nociva e mais fácil de curar que a sífilis, a gonorreia pode se espalhar pelo organismo e até causar infertilidade nos homens.
A comissão reconheceu que os cientistas americanos infectaram prisioneiros, pacientes psiquiátricos e órfãos guatemaltecos em estudos que testavam a abrangência do uso da penicilina.
A presidente da comissão, Amy Gutmann, classificou o estudo como “um pedaço vergonhoso da história médica”. Um relatório deve ser publicado em setembro com as conclusões finais sobre o caso.
Obama fez um pedido de desculpas por telefone ao presidente da Guatemala, Álvaro Colom, dizendo que os estudos contrariam os valores americanos.
No início deste ano, vários cidadãos guatemaltecos infectados à época e familiares das vítimas anunciaram que estavam abrindo um processo contra o governo americano.
Pesquisa
A história dos experimentos americanos na Guatemala veio à tona no ano passado, fruto de uma pesquisa histórica da professora Susan Reverby, do Wellesley College, de Massachusetts.
Segundo a acadêmica, o governo guatemalteco da época deu permissão aos estudos, que ocorreram entre 1946 e 1948.
Os cientistas usaram prostitutas portadoras da sífilis e fizeram inoculações nos pacientes para determinar se a penicilina também poderia evitar a doença, e não apenas curá-la.
Na ocasião, o presidente Colom classificou os estudos como “crime contra a humanidade” por parte dos Estados Unidos.

Prosperidade leva violência das drogas ao nordeste

Prosperidade leva violência das drogas ao nordeste, diz 'NYT'
Atualizado em 30 de agosto, 2011 - 07:11 (Brasília) 10:11 GMT
Agências de turismo se dizem preocupadas com aumento de assaltos no Pelourinho
Uma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário americano The New York Times relaciona o boom econômico brasileiro a um aumento na violência relacionada às drogas no nordeste do país.
O jornal comenta que "a geografia da violência no Brasil virou de ponta cabeça nos últimos anos", com uma queda de 47% nos homicídios no Rio de Janeiro e em São Paulo entre 1999 e 2009, enquanto no nordeste do país os índices de assassinatos quase dobraram na última década.
A reportagem observa que o nordeste é "uma região pobre que mais se beneficiou dos programas de transferência de renda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu durante seus oito anos no cargo".
"O nordeste há muito tempo é atormentado pela criminalidade, mas o aumento mostra como o boom econômico brasileiro está levando a violência relacionada às drogas - a principal causa para o flagelo dos homicídios - a migrar para outras partes do país conforme os traficantes buscam novos mercados, sobrecarregando as forças policiais", diz.
Mercado mais forte
Para o jornal, "a mesma onda econômica que colocou mais dinheiro nos bolsos de milhões de brasileiros pobres, especialmente no norte do país, também estimulou mais tráfico de drogas e os crimes fatais associados a ele".
"Os traficantes de drogas, percebendo o potencial de um mercado mais forte, se concentraram mais fortemente no nordeste, gerando guerras do tráfico e violência fomentada pela dependência", comenta o jornal.
A reportagem observa que os Estados da Bahia e de Alagoas foram especialmente afetados pela explosão da violência, citando dados que mostram um aumento de 430% nos homicídios na Bahia em dez anos.
O jornal relata que no ano passado o índice de homicídios na Bahia foi de 34,2 por 100 mil habitantes, mais alto que os 29,8 por 100 mil habitantes verificados no Rio de Janeiro. "As autoridades da Bahia dizem que após um desnivelamento em 2010, os homicídios caíram 13% em 2011 até julho comparado com os primeiros sete meses de 2010", observa a reportagem.
Segundo o jornal, as agências de viagem estão preocupadas com o aumento da criminalidade violenta nas favelas baianas e com pequenos assaltos ligados à droga na região do Pelourinho, no centro histórico de Salvador.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

vírus H5N1

vírus H5N1
Alerta para eventual ressurgimento da gripe das aves
por Lusa            Hoje
A agência da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO) recomendou hoje "uma vigilância reforçada" do vírus da gripe das aves, num momento em que uma estirpe mutante do vírus H5N1 foi identificada na Ásia.
"O último caso mortal ocorreu no início do mês no Camboja, onde foram registados este ano oito casos de infeção humana, todos mortais", referiu a FAO num comunicado divulgado em Roma (sede da organização).
Na nota, a mesma agência das Nações Unidase evocou "os riscos imprevisíveis [do vírus] para a saúde humana", admitindo um eventual ressurgimento de um novo surto da doença.
Desde 2003, ano em que foi identificado o primeiro caso, 565 pessoas foram infectadas pelo vírus H5N1, das quais 331 não resistiram e morreram, recordou a FAO, citando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A presença do vírus obrigou também as autoridades a abaterem mais de 400 milhões de aves em todos o mundo desde 2003.
A erradicação do vírus, que chegou a afectar 63 países em 2006, o apogeu da epidemia, provocou prejuízos na ordem dos 20 mil milhões de dólares (cerca de 13 mil milhões de euros) em todo o mundo.
A FAO informou agora que os surtos de gripe das aves têm vindo a aumentar desde 2008, ano que marca o início de uma nova expansão geográfica do vírus H1N5, tanto em aves selvagens como em aves domésticas.
"As aves selvagens podem introduzir o vírus, mas a actuação das pessoas ao nível da produção avícola e da respectiva comercialização pode determinar a sua propagação", referiu o chefe de veterinários da FAO, Juan Lubroth, que responsabiliza os fluxos migratórios das aves pelo ressurgimento do H5N1 nos últimos 24 meses em países que estavam livres do vírus há vários anos.
Segundo Lubroth, outro motivo de preocupação é o aparecimento na China e no Vietname de uma variante do vírus que é aparentemente capaz de "desviar" as defesas que fornecem as actuais vacinas.
Os serviços veterinários do Vietname estão em estado de alerta, uma vez que a propagação desta variante do vírus poderá representar uma ameaça directa para outros países, como o Camboja, a Tailândia, a Malásia e o Japão.
"A tendência geral desde o declínio progressivo do vírus observado entre 2004 e 2008 poderá significar o desenvolvimento de um novo surto do H5N1 neste outono ou inverno", concluiu Juan Lubroth.

Programa Nacional de Controle do Tabagismo

Programa Nacional de Controle do Tabagismo
29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

Você está na mira da indústria do tabaco há muito tempo
Uma grande parcela do investimento em marketing feito pela indústria do tabaco é direcionada a atrair crianças e adolescentes. Além de embalagens coloridas e com designs elaborados, a indústria introduziu uma ampla variedade de aromas e sabores atraentes, capazes de mascarar o gosto amargo de todos os produtos derivados do tabaco. Ao torná-los mais atraentes e agradáveis ao paladar ou com maior potencial de causarem dependência, esses aditivos aumentam, consequentemente, a possibilidade de causar danos à saúde.
Os aditivos estão nos cigarros, charutos, tabaco sem fumaça, kreteks, bidis e narguilé. Açúcar, mel, cereja, tutti-frutti, menta, baunilha e chocolate, entre outros sabores, visam mascarar tanto o gosto ruim do tabaco, quanto a irritação e a tosse que sua fumaça provoca; e, assim, facilitar a primeira tragada e o desenvolvimento da dependência à nicotina. Vários estudos indicam que os adolescentes são especialmente vulneráveis a esses efeitos e têm maior probabilidade que os adultos de ficar dependentes do tabaco. Muitos dos aditivos, inclusive o açúcar, ao serem queimados durante o ato de fumar, se transformam em substâncias altamente tóxicas e cancerígenas.
O único objetivo da indústria ao acrescentar sabores e aromas ao tabaco é atrair você.
Cuidado com as armadilhas!
E aí? Você tem liberdade de escolha ou não?

Dia Nacional de Combate ao Fumo

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, veja oito motivos para ficar longe do cigarro
Lista de efeitos maléficos do fumo é bastante extensa e inclui relação com doenças pulmonares, cânceres e consequentes óbitos
Fumaça do cigarro contém cerca de 4,7 mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas
Foto: Gilmar de Souza
Nesta segunda-feira, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os malefícios do cigarro. Já se sabe que, além trazer consequências negativas para o fumante, o cigarro também afeta quem não fuma. Contudo, a lista de efeitos maléficos do fumo é bastante extensa e inclui relação com doenças pulmonares, cânceres e consequentes óbitos.
Confira abaixo oito razões para se manter bem longe do cigarro:
1:: A fumaça do cigarro contém cerca de 4,7 mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas;
2:: Assim que tragada, a fumaça provoca alterações no organismo, como aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos e constrição dos vasos sanguíneos;
3:: O tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, de boca e de faringe, além de estar relacionado a problemas pulmonares e cardíacos;
4:: Uma porcentagem muito baixa dos pacientes com câncer de pulmão sobrevivem à doença;
5:: Algumas lesões causadas pelo cigarro, como no caso do enfisema, são irreversíveis
6:: No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em função de doenças ligadas ao tabagismo;
7:: Crianças nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação apresentam atraso no aprendizado;
8:: Os fumantes passivos também podem desenvolver doenças relacionadas ao fumo.
Fontes: Ministério da Saúde e José Roberto Jardim, médico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

5- O Sinal de Deus no Apocalipse

5- O Sinal de Deus no Apocalipse
5- O Sinal de Deus no Apocalipse from Brazilian Temple TV on Vimeo.

Áustria

Áustria: detido homem que violava filhas há 40 anos
Por Redacção
19:45 - 25-08-2011
As forças policiais austríacas prenderam hoje um homem de 85 anos, que espancou e abusou sexualmente das suas duas filhas, durante 40 anos.
As duas mulheres viviam trancadas numa pequena cozinha, onde tinham apenas um banco como peça de mobília, que usavam como cama, e sofriam de deficiências mentais, segundo as autoridades.
O pai sempre as proibiu de qualquer contacto social, pelo que se demonstram completamente incapazes de interagir com outras pessoas.
Os abusos começaram em 1970, e só agora foram descobertos: uma das filhas lançou o pai ao chão, que ficou sem se poder mover, e foi descoberto, dias depois, por uma assistente social.
Será acusado de violência, tortura, negligência contra menores ou pessoas incapazes de se defenderem, ameaças e violação.