Vaticano defende Papa acusado de adiar saída de pedófilo
por SUSANA SALVADOR - Hoje
Carta com assinatura de Joseph Ratzinger foi divulgada por advogado de vítimas.
Pelo "bem da Igreja Universal", o cardeal Joseph Ratzinger opôs-se em 1985 à destituição imediata do padre californiano Stephen Kiesle, condenado por abusos sexuais em 1978. A revelação consta de uma carta assinada pelo homem que hoje é o Papa Bento XVI e revelada pelo advogado das vítimas. O Vaticano diz que a missiva tem de ser analisada no contexto.
"O gabinete de imprensa não acredita ser necessário responder a cada um dos documentos tirados do contexto sobre esta situação legal particular", afirmou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Por seu lado, Jeffrey Lena, um dos advogados da Santa Sé, disse à AFP que "durante todo o processo o padre ficou sob o controlo, autoridade e assistência do bispo local, encarregue de assegurar que não repetia o mal feito, tal como prevê o código canónico".
A primeira carta enviada para o Vaticano, pedindo o afastamento do padre, surge em 1981, a pedido do próprio Kiesle. Na resposta, são pedidos mais dados sobre o caso, enviados ao cardeal Ratzinger, então já dirigente da Congregação para a Doutrina da Fé, em Fevereiro de 1982. O bispo de Oakland, John Cummins, revelou a sua "convicção" de que afastar o padre "não seria um escândalo" acrescentando que "seria um escândalo maior deixar que voltasse ao seu ministério". A resposta de Ratzinger surge apenas em 1985. O futuro Papa reconhecia a "gravidade" da situação, mas não queria uma acção precipitada, indicando que o caso devia ser objecto de uma "atenção particular, que necessita de muito tempo". Só em 1987 Kiesle seria afastado. Contudo, só em 2001 a Congregação teve autorização para lidar com todos os casos de abusos.
por SUSANA SALVADOR - Hoje
Carta com assinatura de Joseph Ratzinger foi divulgada por advogado de vítimas.Pelo "bem da Igreja Universal", o cardeal Joseph Ratzinger opôs-se em 1985 à destituição imediata do padre californiano Stephen Kiesle, condenado por abusos sexuais em 1978. A revelação consta de uma carta assinada pelo homem que hoje é o Papa Bento XVI e revelada pelo advogado das vítimas. O Vaticano diz que a missiva tem de ser analisada no contexto.
"O gabinete de imprensa não acredita ser necessário responder a cada um dos documentos tirados do contexto sobre esta situação legal particular", afirmou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Por seu lado, Jeffrey Lena, um dos advogados da Santa Sé, disse à AFP que "durante todo o processo o padre ficou sob o controlo, autoridade e assistência do bispo local, encarregue de assegurar que não repetia o mal feito, tal como prevê o código canónico".
A primeira carta enviada para o Vaticano, pedindo o afastamento do padre, surge em 1981, a pedido do próprio Kiesle. Na resposta, são pedidos mais dados sobre o caso, enviados ao cardeal Ratzinger, então já dirigente da Congregação para a Doutrina da Fé, em Fevereiro de 1982. O bispo de Oakland, John Cummins, revelou a sua "convicção" de que afastar o padre "não seria um escândalo" acrescentando que "seria um escândalo maior deixar que voltasse ao seu ministério". A resposta de Ratzinger surge apenas em 1985. O futuro Papa reconhecia a "gravidade" da situação, mas não queria uma acção precipitada, indicando que o caso devia ser objecto de uma "atenção particular, que necessita de muito tempo". Só em 1987 Kiesle seria afastado. Contudo, só em 2001 a Congregação teve autorização para lidar com todos os casos de abusos.
FONTE:
DN GLOBO - PORTUGAL


0 comentários:
Postar um comentário